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APEGI-Acompanhamento psicanalítico de crianças em escolas, grupos e instituições: um instrumento para o trabalho com a criança-sujeito.

Resumo

Nesta coletânea, apresentam-se os resultados finais de uma pesquisa para a validação do instrumento APEGI - Acompanhamento psicanalítico de crianças em escolas, grupos e instituições, bem como os eixos teóricos que sustentaram a sua construção (processo FAPESP n.2017/06830-6). O APEGI é um instrumento que tem como base a teoria psicanalítica, e busca proceder a uma leitura do processo de constituição subjetiva articulado ao desenvolvimento da criança, dando ênfase à relação da criança com seus pares na escola e nas instituições de tratamento. A expectativa de validação confirmou-se, e o APEGI pode ser considerado como um instrumento validado por meio de testes de validade convergente entre avaliadores e da consistência interna do instrumento. O instrumento APEGI propõe uma sistematização do conhecimento psicanalítico adquirido em mais de cem anos de prática clínica com crianças, fazendo do estudo de caso - método psicanalítico por excelência - um possível instrumento de uso em pesquisas científicas. O APEGI surgiu na esteira de uma trajetória de pesquisa que se iniciou em 2000, a partir da Pesquisa Multicêntrica de Indicadores Clínicos para o Desenvolvimento Infantil ( Projeto Temático FAPESP), seguida da pesquisa Metodologia IRDI nas creches (processo n.2014/06544-5), ambas com fundamento teórico na psicanálise. O APEGI é herdeiro dos instrumentos elaborados nessas pesquisas anteriores, principalmente da Avaliação Psicanalítica aos 3 Anos (AP3). Depois de revista e atualizada em sucessivas pesquisas de campo, constituiu-se como um roteiro de acompanhamento não apenas do desenvolvimento da criança a partir dos 4 anos, mas principalmente, da construção de seu psiquismo, o que chamamos em psicanálise de constituição do sujeito. No livro, encontra-se o material necessário para conhecimento e aplicação do APEGI: um manual que contextualiza a construção do instrumento, apresenta seus eixos teóricos, o roteiro para as entrevistas com instruções de aplicação, a tabela dos indicadores e o desfecho clínico. Apresentam-se ainda cinco capítulos que exploram os cinco eixos que fundamentam o instrumento. ( O Brincar e a fantasia, O corpo e sua imagem, Presença/reconhecimento de sujeito, Função Paterna e Função do Semelhante). Além disso, publica-se no livro uma produção decorrente da realização da pesquisa em seus diferentes momentos e das discussões que se fizeram em grupo. Finalmente, conta com capítulos escritos pelas psicanalistas que participaram do padrão-ouro da validação do APEGI. (AU)

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