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Impacto de cães domésticos no uso de hábitat e no horário de atividade de espécies ameaçadas

Processo: 21/02737-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2021 - 30 de setembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada
Pesquisador responsável:Rita de Cassia Bianchi
Beneficiário:Rita de Cassia Bianchi
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Pesq. associados:Cintia Bittar Oliva ; Matthew E. Gompper ; Natalie Olifiers ; Paula Rahal ; Roland Kays ; Tadeu Gomes de Oliveira ; Tatiana Noronha de Souza
Assunto(s):Mastozoologia  Cães  Áreas de conservação  Animais silvestres  Espécies em perigo de extinção 

Resumo

A maneira como os cães interagem com animais silvestres pode depender de como os cães são mantidos e tratados pelos seres humanos (alimentados, abrigados e/ou vacinados). O aumento no número de cães no Parque Estadual Furnas do Bom Jesus (2.069 ha) pode ser uma séria ameaça a várias espécies silvestres ameaçadas. Essa é uma das Unidades de Conservação de Cerrado mais importantes do estado de São Paulo e tem sido monitorada pelo nosso grupo de estudo desde 2011. Dados obtidos previamente registraram a presença de várias espécies ameaçadas de extinção, incluindo o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), a raposinha-do-campo (Lycalopex vetulus), quatro espécies de felídeos, o tatu-de-rabo-mole (Cabassous tatouay) e o mutum (Crax fasciolata), este último tendo sido considerado quase extinto no estado. Neste contexto, os objetivos deste projeto são determinar: (1) como os cães usam a paisagem (área de vida e uso de hábitat); (2) se há relação entre o uso de áreas nativas e tamanho da área de vida em relação aos cuidados recebidos e (3) como os cães afetam o uso de hábitat e o padrão de atividades das espécies-alvo. Para isso, monitoraremos 40 cães por meio de i-gotU USB GPS Travel por 1-2 anos. Obteremos as informações das condições de cuidado dos cães por meio de entrevistas e por avaliação das condições corporais. Nós avaliaremos se a distribuição das espécies na paisagem é afetada pela presença de cães utilizando armadilhas fotográficas e modelos de ocupação de co-ocorrência utilizando o cão como espécie dominante. Nós utilizaremos dados das armadilhas fotográficas para descrever a sobreposição no horário de atividades entre os cães e as espécies-alvo e avaliar se os cães afetam o padrão de atividade das espécies-alvo. Os resultados permitirão entender o papel que os cães desempenham nessa comunidade e como as atitudes humanas em relação aos cães são inseridas nesse contexto e dessa forma será possível propor medidas de gestão para reduzir a invasão e os impactos sobre a vida selvagem, principalmente em espécies ameaçadas. (AU)

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