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Ecos da desigualdade socioeconômica na biodiversidade (IneqBio)

Resumo

Cidades são sistemas complexos moldados por interações entre processos sociais e naturais. Uma propriedade prevalente de metrópoles é a distribuição geográfica desigual de renda e recursos, criando um mosaico de realidades socioeconômicas. As implicações dessa evidente desigualdade socioeconômica se ramificam muito além de aspectos da sociedade humana, tendo um potencial ainda pouco explorado para influenciar a ecologia e a evolução de organismos. O projeto IneqBio busca entender como desigualdades socioeconômicas reverberam em múltiplas dimensões e escalas da biodiversidade urbana, de indivíduos a comunidades. Nós aplicaremos um conjunto diverso de ferramentas de última geração (e.g., DNA ambiental, isótopos estáveis, bio-rastreamento) para (1) mapear a biodiversidade de artrópodes na cidade de São Paulo, e então investigar como (2) comunidades biológicas e (3) teias tróficas mudam ao longo de um gradiente socioeconômico. Combinaremos também abordagens observacionais, experimentais e de modelagem para investigar (4) dinâmicas sócio-eco-evolutivas em múltiplas populações do caramujo gigante africano, uma espécie altamente invasora e com relevância econômica e epidemiológica. Esperamos gerar dados sem precedentes sobre as interações intrincadas entre vidas humanas e de outras espécies urbanas. Mais do que avançar no entendimento da biodiversidade urbana, o projeto IneqBio buscará responder perguntas duradouras na teoria ecológica e evolutiva, além de fornecer dados críticos para tomada de decisão e planejamento urbano. (AU)

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