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MicroRNAs e seus mecanismos de regulação gênica na toxoplasmose sintomática

Resumo

Estudos recentes mostram que os microRNAs (miRNAs), pequenas moléculas que exercem importante papel na regulação da expressão gênica em células de eucariontes são capazes de regular negativamente o processamento, estabilidade e tradução de diversos RNAs mensageiros alvos para a produção de citocinas. Entretanto, os mecanismos regulatórios envolvidos durante a infecção por Toxoplasma gondii ainda permanecem desconhecidos. Nossos achados sobre a caracterização da resposta imune em pacientes com toxoplasmose sintomática (ocular e cerebral) identificaram potenciais miRNAs que poderiam estar envolvidos na regulação da produção de importantes citocinas para o controle da infecção. Estas informações nos levaram a investigar a caracterização da resposta imune em uma das formas clínicas mais importantes da toxoplasmose, a forma congênita. Desta forma, o objetivo deste projeto consiste em avaliar os níveis de miRNAs e citocinas em amostras pareadas de mãe (soro/plasma de gestantes com toxoplasmose aguda) e feto (líquido amniótico) com o intuito de identificar potenciais miRNAs marcadores de infecção congênita. A seguir, os miRNAs diferencialmente expressos serão submetidos às análises in silico e terão seus alvos preditos determinados. Por fim, para darmos seguimento ao estudo mesmo com a impossibilidade de isolarmos a cepa do parasita presente nas amostras clínicas, pretendemos estabelecer um modelo in vitro de cultura celular infectada com cepa RH de T. gondii para validar os achados obtidos após análise in silico e confirmar os potenciais efeitos dos miRNAs sob seus alvos através da caracterização funcional in vitro dos miRNAs selecionados. Ainda, pretendemos mensurar seus efeitos nos processos celulares e seu impacto na produção de citocinas importantes para o controle da infecção. Acreditamos que a investigação do desempenho destas moléculas na regulação do sistema imune é oportuna e relevante. Uma vez que recentes estudos estão buscando miRNAs que possam ser biomarcadores de complicações associadas à gravidez, pouco se sabe no contexto de doenças infecciosas e parasitárias, como na toxoplasmose congênita. Assim, o estudo de novos marcadores de infecção congênita poderiam auxiliar no desenvolvimento de novas ferramentas diagnósticas, implicando numa terapia mais agressiva, no prognóstico da infecção, no estudo de novos alvos terapêuticos e proporcionar uma maior compreensão do binômio mãe-feto pouco estudado. (AU)

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