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Avaliação da diversidade dos patógenos moleculares (vírus e viroides de plantas) no Brasil: Fase III - 2021/2023

Resumo

Em 2011 o solicitante teve aprovado um projeto (Fase I, 2012/2014; proc. 2011/50895-9) no qual se propunha a avaliar a diversidade dos patógenos moleculares presentes no Brasil. Para desenvolver este trabalho procurou manter um programa de levantamento de vírus e viróides em diferentes regiões do país, incluindo o Estado de São Paulo, iniciada nos anos 1970. Paralelamente, a avaliação desta diversidade foi feita através de um levantamento bibliográfico da produção científica sobre vírus de plantas, desde que se iniciaram as pesquisas a respeito. A pesquisa bibliográfica listou a produção científica sobre vírus de plantas no país e resultou em uma listagem comentada destes patógenos até 2018, publicada por sugestão do prof. C. Joly, coordenador do Programa Biota/Fapesp, em Biota Neotropica (vol.20, 2020) revelando uma grande variedade de espécies de plantas hospedeiras (345 espécies de 74 famílias) que se infectaram na natureza por diferentes vírus e viroides, em uma enorme gama taxonômica [213 espécies de vírus em 57 gêneros em 22 famílias reconhecidas até o momento pelo ICTV, além de 92 espécies não homologadas; 6 espécies de viróides]. Revelou-se assim uma notável diversidade destes patógenos, a maioria dos quais seriam exóticos, mas por outro lado, vários deles devem ser autóctones. Uma nova solicitação de auxílio, para essencialmente prosseguir o projeto iniciado na fase I (Fase II, 2018/2021; proc.2017/18910-4), foi aprovada, tendo sido feitas prospecções em áreas menos recenseadas anteriormente, em especial na região Norte e Nordeste, sempre com apoio de pesquisadores locais, tendo resultado na descrição de novos vírus e viroides nestas áreas. Mas em 2020, infelizmente com a pandemia do covid19, não foi possível efetuar as viagens previstas, p.ex. no Amapá, Roraima e Rondônia. Nesta fase III, o solicitante propõe-se a dar seguimento às atividades desenvolvidas nas fases anteriores, procurando recensear mais casos de infecção de plantas por vírus e viroides, em diferentes locais do país, em especial as menos exploradas na região Norte, procedendo sua identificação e caracterização, e quando possível, desenvolvendo medidas de controle. Para isto deverá contar com uma rede de colaboradores para se ter apoio logístico local nestes levantamentos. No que tange à catalogação dos vírus e viroides na Lista Comentada e das publicações, pretende-se dar continuidade à coleção de publicações sobre vírus/viroides no país a partir de 2019, bem como recuperar informações não listadas e disponibilizá-las à comunidade de virologistas. A coordenação geral dos trabalhos caberá ao solicitante (E.W. Kitajima) contando novamente com a colaboração do Prof. Jorge A.M. Rezende (LFN/Esalq) e Marcelo Eiras (IB), tendo como sede dos trabalhos o Dept. Fitopatologia e Nematologia da ESALQ/USP. Estima-se o custo do projeto em torno de R$ 150.000, incluindo material de consumo importado, reserva técnica, benefício complementar, e uma bolsa TT-1, para apoiar os trabalhos de coleta, catalogação e digitalização das literaturas. (AU)

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