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Envolvimento dos receptores de TNF-alpha no balanço Th17 / Treg em gestantes portadoras de pré-eclâmpsia

Resumo

Gestantes portadoras de pré-eclâmpsia (PE) apresentam uma resposta imunológica exacerbada, sem sinais clínicos de infecção, o que pode ser denominado de inflamação estéril. Esse estado de ativação de células da imunidade inata e adaptativa resulta em aumento da produção de citocinas inflamatórias como fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), e na diminuição da citocina anti-inflamatória, interleucina-10 (IL-10). O TNF-alfa pode exercer diferentes efeitos funcionais sobre os linfócitos T através da interação com seus receptores específicos TNFR1 e TNFR2, presentes na superfície dessas células. A ligação de TNF-alfa a esses dois receptores ativa diferentes vias de sinalização. O TNFR1 induz morte celular por apoptose ou necrose e é também importante para o desenvolvimento de células T efetoras, enquanto o TNFR2 é predominantemente expresso por células T reguladoras CD4 Foxp3+. A co-expressão de CD25 com TNFR2 identifica células com a maior capacidade supressora. Já é conhecido que na PE a resposta de linfócitos T está desviada para perfil inflamatório Th1 e Th17 em detrimento do perfil regulador e, esse balanço entre células Treg e Th17 pode ser crítico para a tolerância ao feto e para a prevenção da doença. O presente projeto tem como objetivo avaliar o envolvimento dos receptores de TNF-alfa no balanço Th17/Treg em gestantes portadoras de PE. Serão estudadas 40 gestantes, sendo 20 gestantes pré-eclâmpticas e 20 normotensas, pareadas pela idade gestacional. O sangue coletado dessas pacientes será centrifugado e o plasma separado e armazenado a -80°C para dosagem de TNF-alfa, IL-10 e dos receptores solúveis sTNFR1 e sTNFR2 pela técnica de ELISA. A determinação dos receptores de TNF-alfa, TNFR1 e TNFR2 na membrana de subpopulações de células T, dos fatores de transcrição intracitoplasmáticos RORgt (Th17) e Foxp3 (Treg) e das citocinas intracitoplasmáticas TNF-alfa, IL-10 e IL-17 nessas células será realizada por citometria de fluxo, empregando-se anticorpos monoclonais específicos, marcados com fluorocromos após separação das células mononucleares (expressão endógena). Os resultados serão analisados por meio de testes paramétricos ou não-paramétricos com nível de significância de 5%. (AU)

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