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Sustentabilidade ambiental da cultura de tilápia do Nilo em tanques-rede em uma região neotropical

Resumo

O presente estudo avaliou a sustentabilidade ambiental de fazendas de tanques-rede de tilápia do Nilo de diferentes tamanhos, aplicando um conjunto de indicadores de sustentabilidade ambiental e explorando benchmarks combinados com os indicadores. Foram estudadas uma grande (LS), uma média (MS) e duas pequenas pisciculturas (SSI e SSII) localizadas na região sudeste do Brasil. Os dados de três lotes foram obtidos de cada fazenda durante um ciclo de produção, com durações variando de 189 a 263 dias, totalizando doze unidades amostrais para cada variável. Durante a produção de peixes, amostras de água, sedimentos, peixes, rações e gases de efeito estufa foram coletadas e usadas para calcular os Indicadores de Sustentabilidade Ambiental (ESI). Esses indicadores foram agrupados em cinco princípios: o uso de recursos naturais; eficiência no uso de recursos; liberação de poluentes e subprodutos não utilizados; poluentes acumulados no fundo do corpo d'água; conservação da diversidade genética e da biodiversidade. Cada indicador foi convertido em uma escala de desempenho. Dados de ESI obtidos de cada fazenda, e uma revisão da literatura foram usados para desenvolver um valor "padrão", permitindo o benchmarking da sustentabilidade ambiental das fazendas. O melhor índice ambientalmente sustentável foi obtido na fazenda MS (87), seguido da fazenda SSI (85), e o pior foi na fazenda SSII (73); A fazenda LS atingiu um índice de 82. A fazenda SSI foi influenciada positivamente pelo uso de energia, nitrogênio, fósforo e carbono, que foi em média 17% menor que as outras fazendas, e pela maior eficiência no uso de nitrogênio e fósforo (32,7% e 23,6%, respectivamente). A fazenda MS foi influenciada positivamente pelo menor acúmulo de fósforo e matéria orgânica (1 e 90 kg / t, respectivamente). A fazenda SSII foi influenciada negativamente pelos altos níveis de fósforo e matéria orgânica acumulados (10 e 723 kg / t, respectivamente). Os resultados mostraram que a sustentabilidade ambiental independe do tamanho da propriedade. Outros fatores, como composição da ração, técnicas de manejo e temperatura da água, foram mais críticos. O uso da ferramenta de benchmarking mostrou ser uma forma de usar o ESI visando a avaliação da sustentabilidade de empreendimentos aquícolas e permitiu apresentar pontos finais definidos para cada indicador. Essa ferramenta fornece um valor de referência para cada indicador de sustentabilidade ambiental, permitindo que as melhorias atinjam os estados desejáveis. (AU)

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