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AeMOPE-1, um novo peptídeo salivar de Aedes aegypti, modula seletivamente a ativação de macrófagos murinos e promove a melhora da colite experimental

Processo: 21/07143-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de setembro de 2021 - 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Anderson de Sá Nunes
Beneficiário:Anderson de Sá Nunes
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Aedes aegypti  Imunomodulação  Macrófagos 

Resumo

Os sialotranscriptomas de Aedes aegypti revelaram um transcrito superexpresso nas glândulas salivares de fêmeas do mosquito que codifica um peptídeo maduro de 7.8 kDa. O peptídeo, específico do gênero Aedes, apresenta uma sequência única, provável natureza secretória e tem função desconhecida. No presente trabalho, nós confirmamos que o peptídeo é altamente expresso em glândulas salivares de mosquitos fêmeas quando comparado a glândulas salivares de mosquitos machos. Além disso, a secreção do peptídeo na saliva do mosquito é capaz de sensibilizar o hospedeiro vertebrado induzindo a produção de anticorpos específicos. A versão sintética do peptídeo modula negativamente a produção de óxido nítrico por macrófagos peritoneais murinos ativados. O fracionamento de uma preparação salivar de Aedes aegypti revelou que as frações contendo o peptídeo naturalmente secretado reproduziu a modulação negativa da produção de óxido nítrico. O peptídeo sintético também interferiu seletivamente com a produção de citocinas por macrófagos murinos, inibindo a produção de IL-6, IL-12p40 e CCL2 sem afetar a produção de TNF-alpha ou IL-10. Da mesma maneira, proteínas intracelulares associadas a ativação dos macrófagos foram moduladas de maneira distinta: enquanto a expressão de iNOS e NF-kappaB p65 foi diminuída, a expressão de COX-2 e p38 MAPK não se alterou na presença do peptídeo. As propriedades anti-inflamatórias do peptídeo sintético foram testadas in vivo em um modelo de colite induzida por dextran sulfato de sódio. A administração terapêutica do peptídeo de Ae. aegypti reduziu a leucocitose, atividade de macrófagos e níveis de óxido nítrico no intestino, bem como a expressão de citocinas associadas a doença, resultando na melhora de seus sinais clínicos. Dadas suas propriedades biológicas in vitro e in vivo, a molécula foi denominada peptídeo modulador específico de Aedes (do inglês, Aedes-specific MOdulatory PEptide - AeMOPE-1). Assim, AeMOPE-1 é um novo imunobiológico derivado de mosquitos com potencial para tratar doenças imunomediadas. (AU)

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