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Terapia pré-clínica com vitamina D3 na encefalomielite experimental: eficácia e comparação com paricalcitol

Resumo

A esclerose múltipla (EM) é uma doença desmielinizante crônica do sistema nervoso central (SNC). A imunopatogênese da EM e do modelo animal denominado encefalomielite autoimune experimental (EAE) envolve diversas células do sistema imunológico cuja ativação libera uma variedade de mediadores pró-inflamatórios e radicais livres. A vitamina D3 (VitD) é dotada de propriedades imunomoduladoras e antioxidantes capaz de controlar o desenvolvimento da EAE. No entanto, esse efeito protetor desencadeou a hipercalcemia. Assim, comparamos o potencial terapêutico da VitD e do paricalcitol (Pari), que é um análogo não hipercalcêmico da vitamina D, para controlar a EAE. A partir do sétimo dia após a indução da EAE, os camundongos foram injetados com VitD ou Pari em dias alternados. A VitD, mas não o Pari, exibiu efeito imunomodulador, sendo capaz de reduzir o recrutamento de células inflamatórias, a expressão de mRNA de parâmetros inflamatórios e desmielinização no SNC. Baixa produção de citocinas pró-inflamatórias por células derivadas de linfonodos e IL-17 por explantes intestinais, e inflamação intestinal reduzida foram detectados no grupo EAE/VitD em comparação com os grupos EAE não tratado ou Pari. As células dendríticas (DCs) diferenciadas na presença de VitD desenvolveram um fenótipo mais tolerogênico do que na presença de Pari. Esses achados sugerem que a VitD, mas não o Pari, tem potencial para ser usada como terapia preventiva para controlar a gravidade da EM. (AU)

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