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Placas de concreto leve a base de óxido de magnésio para aplicação em sistemas construtivos a seco

Processo: 20/09780-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de agosto de 2021 - 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Civil - Construção Civil
Pesquisador responsável:George Akira Oda
Beneficiário:George Akira Oda
Empresa:COMPTEST ENGENHARIA LTDA
CNAE: Fabricação de artefatos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais semelhantes
Município: São Carlos
Bolsa(s) vinculada(s):21/10338-5 - Placas de concreto leve a base de óxido de magnésio para aplicação em sistemas construtivos a seco, BP.PIPE
Assunto(s):Materiais de construção  Concreto leve  Cimento  Placas (engenharia civil)  Óxido de magnésio  Sistemas e processos construtivos 

Resumo

Cada vez mais elementos industrializados estão sendo utilizados na construção civil, impulsionados principalmente pelas construções a seco. Com isso painéis e placas para a vedação e fechamento desse tipo de edificações estão sendo amplamente produzidas, despertando o interesse de pesquisadores para desenvolverem produtos cada vez mais leves, eficientes e de baixo custo para o mercado nacional. Atualmente, dentre os diferentes tipos de painéis e placas utilizados na construção à seco no Brasil, o gesso acartonado e o fibrocimento à base de cimento Portland são os mais empregados.Dentre os materiais utilizados para fechamento, como nos sistemas construtivos Light Steel Frame e o Dry-Wall, a utilização das placas cimentícias está se tornando cada vez mais frequente devido ao crescimento do mercado de construção industrializada. No Brasil, essas placas cimentícias são produzidas a partir de uma mistura de cimento Portland, agregados e aditivos, que pode ainda receber reforços de fibras, fios ou telas. Esse produto é uma alternativa rápida, limpa e econômica para construção civil, que apresenta ótimo desempenho técnico devido à flexibilidade no manuseio, durabilidade, estabilidade e resistência à umidade. Um dos principais problemas a ser resolvido pelo setor civil, no que diz respeito à produção dessas placas cimentícias, é o alto teor de cimento Portland necessário que, além de ser dispendioso, também se torna crítico quando consideramos os elevados níveis de emissão de gás carbônico (CO2) em sua produção. Nesse contexto, destaca-se que a produção brasileira de cimento Portland em 2019 se aproximou de 55 mil toneladas, sendo estimada uma emissão anual de cerca de 40 mil toneladas de CO2. Além da emissão de CO2, outro fator a ser considerado pelo setor é que, fazendo algumas projeções baseados no consumo atual e nas reservas lavráveis de calcário, estima-se que a produção de cimento Portland duraria por volta de 600 anos. Desta forma, verifica-se uma latente necessidade de novas técnicas e produtos que permitam ganhos por meio de processos mais industrializados, otimizados e padronizados. Assim, o presente projeto de pesquisa inovativa tem por finalidade, o desenvolvimento de compósitos alternativos à base de cimento magnesiano, para produção de elementos construtivos oxi-sulfatados, em especial, placas de concreto leve destinadas à indústria da construção civil a seco, para aplicação em sistemas construtivos. Além disso, pretende-se utilizar agregados leves, como por exemplo, a argila expandida, cuja função é reduzir o peso e melhorar o isolamento térmico e acústico, proporcionando um melhor conforto para o usuário, quando comparado às placas cimentícias de cimento Portland. Nessa fase, para avaliação das propriedades e da qualidade do cimento magnesiano, pequenas placas de concreto leve magnesianas serão manufaturas, a fim de se verificar o seu desempenho perante as normas brasileiras e, também, com relação as placas cimentícias de cimento Portland já comercializadas. Com o projeto, espera-se que o desempenho mecânico dessa "nova" placa de concreto leve magnesiana oxi-sulfatada atenda aos requisitos mínimos das normativas brasileiras e, seja uma alternativa viável para a placa de cimento Portland. Adicionalmente, esse projeto pretende agregar tecnologia inovadora tanto à indústria mineral como também à construção civil. (AU)

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