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Superando as deficiências taxonômicas, filogenéticas e biogeográficas em Tardigrada: uma visão integrada em um grupo meiofaunal negligenciado

Processo: 21/05612-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2021 - 31 de agosto de 2025
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:André Rinaldo Senna Garraffoni
Beneficiário:André Rinaldo Senna Garraffoni
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados: Erika Cavalcante Leite dos Santos
Assunto(s):Biogeografia  Filogenia  Limnologia  Sistemática  Tardigrada 

Resumo

Tardígrados são micrometazoários de vida livre que medem de 50 µm a 1mm, conhecidos desde o século XVII. São cerca de 1.200 espécies amplamente distribuídas em ambientes marinhos e limnoterrestres, mas o conhecimento sobre os padrões de distribuição desses animais ainda é considerado pouco compreendido. Estudos preveem a descrição futura de pelo menos o dobro das espécies atualmente conhecidas. As falhas no conhecimento do grupo refletem-se no status atual da biodiversidade dos tardígrados no Brasil: as espécies marinhas registradas provêm de poucas praias do Nordeste e do Sudeste brasileiros, enquanto os registros de limnoterrestres são muito pontuais, antigos e incompletos. Das poucas espécies descritas no país, algumas têm ampla distribuição, mas provavelmente isso se deve a problemas na identificação e delimitação desses táxons através de estudos de morfologia tradicionais, os quais, apesar da sua importância, não têm sido suficientes para responder questões taxonômicas e biogeográficas do grupo. Estes problemas estão relacionados com as deficiências Lineanas, Wallaceanas e Darwinianas, três das sete deficiências globais no acesso a biodiversidade. Este projeto, ao ampliar os pontos de coleta de tardígrados no Brasil, utilizar uma abordagem com técnicas de morfologia integrativa (microscopia de luz com contraste diferencial de interferência, microscopia eletrônica de varredura, microscopia eletrônica de transmissão e confocal) e investigação molecular na tentativa de resolver os problemas de delimitação de espécie, estudos de caracteres morfológicos, e certamente ampliará o conhecimento sobre a distribuição, diversidade e classificação desses diminutos animais. (AU)

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