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Eficácia do programa educativo para o autocuidado na insuficiência cardíaca: ensaio clínico controlado randomizado

Resumo

A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome crônica que impacta a qualidade de vida das pessoas por ela acometidas. Uma das formas de controle da progressão da síndrome é o autocuidado, que envolve comportamentos para manter a saúde e para monitorar e lidar com os sintomas da enfermidade. Apesar de ser benéfico, o autocuidado ainda é inadequado entre as pessoas com IC no Brasil e no mundo. Intervenções para a promoção do autocuidado na IC são recomendadas para melhorar os desfechos de saúde das pessoas com IC. O Programa Educativo para o Autocuidado na Insuficiência Cardíaca - PEAC-IC é uma intervenção criada para promover o alcance de resultados positivos da pessoa com IC. Em um estudo piloto, o PEAC-IC foi avaliado quanto a sua aceitabilidade e viabilidade, com resultados satisfatórios. Objetivo principal: Comparar o efeito do PEAC-IC ao cuidado usual no comportamento de autocuidado, no conhecimento sobre a IC, na qualidade de vida relacionada à saúde e no número de internações e de buscas por serviço de urgência e emergência por IC entre pessoas com IC. Método: Trata-se de um ensaio clínico randomizado paralelo unicêntrico, cego para a avaliação dos desfechos e na análise estatística. O estudo será realizado na Unidade Clínica Cardiológica com 42 leitos ativos do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC) e no seu ambulatório de miocardiopatias/IC. A instituição é um hospital escola público especializado em atendimento cardiovascular. A amostra calculada com base em dados de estudo piloto será de 56 pessoas no total. Os participantes (adultos e idosos hospitalizados ou em tratamento ambulatorial por IC) serão randomizados entre os grupos intervenção (n=28) e controle (n=28). O grupo intervenção receberá o cuidado usual e o PEAC-IC, oferecido em uma sessão presencial e cinco contatos telefônicos semanais estruturados. O grupo controle receberá somente o cuidado usual: os pacientes hospitalizados recebem orientação na alta hospitalar e uma ficha de planejamento de alta; os pacientes em acompanhamento ambulatorial recebem consultas médicas e de enfermagem. As consultas de enfermagem são realizadas conforme encaminhamento médico; não são todos os pacientes que as recebem. Ambos os grupos, controle e intervenção, terão as variáveis de desfecho avaliadas na linha de base, na sétima semana, no terceiro e sexto mês após a alocação nos grupos. Os dados serão analisados por análises de medidas repetidas. A pesquisa será apreciada pelo Comitê de Ética em Pesquisa e somente terá início após parecer favorável na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo e na Instituição hospitalar. (AU)

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