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Desenvolvimento de sistema enzimático com tecnologia de permeação para proteção antioxidante de células da pele

Resumo

Na pele, além do metabolismo celular, a ação de agentes externos, como a radiação solar, resulta na formação de espécies reativas de oxigênio (ERO), processo que é intensificado com o aumento da idade, ao mesmo tempo em que os mecanismos de defesa antioxidante intrínsecos diminuem. Tal desequilíbrio leva ao estresse oxidativo e ao progressivo dano celular e envelhecimento desse órgão, contribuindo para o aumento de rugas, flacidez, descamação, ressecamento, anormalidades de pigmentação, além do câncer de pele. Assim, produtos com a finalidade de manter uma pele saudável e com aparência jovem são altamente visados pela população humana, sendo o alvo de pesquisa e desenvolvimento de grandes empresas farmacêuticas e de cosméticos. Apesar da variedade de produtos existentes no mercado, os consumidores estão mais conscientes e buscam ativos com maior eficácia, além de mais sustentáveis. Isso impacta diretamente a indústria de dermocosméticos, que precisa inovar constantemente e desenvolver produtos que atendam esse consumidor. Visando suprir essa demanda, a BioActiveIN foi criada, empresa de pesquisa e desenvolvimento de ativos cosméticos inovadores. O primeiro produto desenvolvido é o Skinzymes, um blend de enzimas antioxidantes para a prevenção do envelhecimento da pele. O ativo será desenvolvido em parceria com outros laboratórios e licenciado pela BioActiveIN. Essas enzimas antioxidantes neutralizam ERO produzidas, principalmente, pela poluição e pela radiação ultravioleta (UV). Dois tipos de produtos são os mais utilizados, fotoprotetores e anti-idade, que possuem moléculas antioxidantes para neutralizar as ERO. Porém, de maneira geral, os ativos antioxidantes disponíveis para uso em cosméticos apresentam baixa estabilidade térmica, sensibilidade à luminosidade e a variação de pH e pouca biodisponibilidade, sendo necessário a busca por produtos que contenham novas tecnologias. As enzimas Skinzymes foram obtidas a partir de fungos e demonstraram estabilidade superior, tolerando maiores temperaturas e faixas de pH. Além disso, essas enzimas foram desenvolvidas com uma tecnologia inovadora, recombinante, que permite sua entrada nas células da pele (permeação), garantindo sua ação no local pretendido. Essa tecnologia é interessante para indústrias de cosméticos e farmacêuticas, pois muitos ativos necessitam de sistemas de permeação, pois não têm a capacidade de ingressar na pele. Diferentes sistemas são explorados para aumentar a permeação, como lipossomas, nanotecnologia e outros. Entretanto, para a produção de lipossomas, são necessárias etapas adicionais no processo produtivo. O uso de nanotecnologia é controverso, pois há uma preocupação quanto ao nível de absorção sistêmica desses componentes. Os ativos desenvolvidos pela BioActiveIN serão licenciados para indústrias fabricantes de dermocosméticos. Uma das etapas necessárias para o desenvolvimento é comprovar a eficácia e segurança para uso cosmético. Isso tornará o produto mais atrativo e promissor para essas indústrias, apresentando uma tecnologia mais madura para posterior licenciamento. As proteínas recombinantes serão produzidas e testadas em parceria com o Prof. Dr. Felipe Santiago Chambergo, Laboratório de Biotecnologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). Para os testes em células de queratinócitos e fibroblastos, estabelecemos parceria com a Prof. Dr. Viviane Nunes, Laboratório de cultura celular da EACH-USP. Também faremos terceirização de serviços para a realização dos testes de predição de irritação cutânea, permeação cutânea, genotoxicidade e irritação ocular. (AU)

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