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Estudo paleomagnético de formações geológicas proterozoicas da América do Sul: Implicações para a formação dos paleocontinentes Columbia e Rodinia

Resumo

Neste projeto, pretende-se estabelecer a evolução geodinâmica do Cráton Amazônico, do Bloco Rio Apa e do Cráton do São Francisco na formação de paleocontinentes durante o Proterozoico, utilizando polos paleomagnéticos de referência e geocronologia U-Pb em monominerais. Estes dados permitirão testar os modelos geodinâmicos propostos para estas unidades cratônicas, situando-as em reconstruções paleogeográficas globais, tais como as configurações dos supercontinentes Columbia e Rodinia. Os alvos escolhidos para o estudo são corpos intrusivos e extrusivos não (ou pouco) deformados de diferentes idades, localizados em áreas-chave. No Cráton Amazônico pretende-se estudar: (i) a Suíte Intrusiva Vespor (MT) e o Grupo Colider (MT), localizadas no Escudo do Brasil Central com idades de 1780-1790 Ma, (ii) soleira máfica Mata-Matá localizada no sul do Estado do Amazonas, com idade de 1570 Ma, (iii) Sills máficos Mesoproterozoicos da Formação Arinos e rochas sedimentares da Formação Dardanelos e (iv) Complexo máfico-ultramáfico Trincheira e a Suíte Intrusiva Canamã, esta com idade U-Pb de 1230 Ma, ambos situados no noroeste do Estado do Mato Grosso. A idade do Complexo Trincheira é ainda incerta, podendo ser correlacionável ao Complexo máfico Colorado, datado em 1350 Ma e situado em Rondônia, próximo à divisa com o Mato Grosso. No Cráton São Francisco, serão estudados corpos intrusivos no Bloco Serrinha (Bahia), com idades entre 2160 e 2050 Ma. Pretende-se também dar continuidade aos estudos iniciados anteriormente, nas seguintes unidades: (i) enxame de diques Rio Perdido (Bloco Rio Apa) de idade de 1110 Ma, localizado na região a sul de Bonito (MS), (ii) sills e diques Huanchaca (Cráton Amazônico) de idade de 1110 Ma, localizado na Serra Ricardo Franco (MT) e (iii) rochas félsicas (1752 Ma) da Formação Novo Horizonte (Bahia - Cráton do São Francisco). Eventualmente outras unidades poderão fazer parte do trabalho, a depender dos resultados obtidos e complexidades interpretativas. Estarão envolvidos neste projeto, a princípio, um pós-doc, dois alunos de doutorado e dois alunos de iniciação científica. Estão planejados oito trabalhos de campo para amostragem das áreas alvo, com a participação de geólogos com experiência na cartografia geológica das respectivas áreas. (AU)

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