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Pneumonite intersticial fibrosante pós-COVID-19

Processo: 20/13370-4
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2021 - 31 de julho de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Alexandre Todorovic Fabro
Beneficiário:Alexandre Todorovic Fabro
Instituição Sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesquisadores associados: Andrea de Cássia Vernier Antunes Cetlin ; Marcel Koenigkam Santos ; Marcelo Bezerra de Menezes ; Robson Francisco Carvalho ; Sirlei Siani Morais ; Tales Rubens de Nadai
Assunto(s):Pneumologia  Doenças pulmonares intersticiais  Fibrose pulmonar  Biomarcadores  Transcriptoma  Autópsia minimamente invasiva  COVID-19  SARS-CoV-2  Sequelas da COVID-19 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Autopsia MInimamente Invasiva | Biomarcador | Covid19 | Pneumonite Intersticial Fibrosante | SARS-CoV-2 | Transcriptoma | Pneumologia

Resumo

A pneumonite intersticial fibrosante (PIF) pode ser definida como uma tentativa de reparação do tecido pulmonar lesionado, com alguma até extensa deposição de matriz extracelular, gerando desarranjo do parênquima pulmonar e espessamento septal. Os mecanismos regulatórios envolvidos na fibrogênese são complexos e envolvem uma série de moléculas. A PIF pode ser o resultado final comum a muitas doenças pulmonares distintas (como fibrose pulmonar idiopática) ou estar relacionada a inflamações virais crônicas, como a nova doença, Coronavírus de 2019 (COVID-19), causada pelo vírus SARS-CoV-2. Alguns pacientes infectados por esta doença desenvolvem a síndrome do desconforto respiratório agudo. Esta se caracteriza por um dano inflamatório agudo e difuso dos alvéolos pulmonares. Histopatologicamente, este quadro é conhecido por dano alveolar difuso que consiste em um dano permanente nas células epiteliais e endoteliais, com consequente formação de membrana hialina. Além disso, este quadro é caracterizado pela posterior proliferação miofibroblástica exacerbada com subsequente deposição de matriz extracelular, resultando em remodelamento do parênquima e uma futura PIF, podendo ser muitas vezes o desfecho da COVID-19. Desta forma, fibroblastos e miofibroblastos são os agentes principais no processo fibrosante e a compreensão dos mecanismos regulatórios e os genes envolvidos neste processo são fundamentais para seu completo entendimento. Paralelamente, esses conhecimentos integrados translacionalmente com o perfil clínico-radio-laboratorial poderá determinar o fenótipo dos pacientes com relação ao estágio da pneumonite intersticial fibrosante. Com isto em vista e diante do grande impacto socioeconômico que a COVID-19 representa, a caracterização do perfil transcriptômico de tecido pulmonar infectado frente a caracterização do microambiente pulmonar fibrótico possibilitará a identificação de uma ampla gama de potenciais candidatos biomarcadores que poderão predizer a pneumonite intersticial fibrosante nestes pacientes. Diante disto, o objetivo deste projeto é determinar o perfil molecular e potencial biomarcador do microambiente miofibroblástico pulmonar pós-COVID19, caracterizando os pacientes em diferentes fenótipos conforme o grau de PIF, após triagem translacional de candidatos com COVID-19 através da autópsia minimamente invasiva. (AU)

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