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Mobilização dos poluentes orgânicos persistentes em gordura de baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) coletadas nas áreas de alimentação (Oceano Antártico e costa sul do Chile) e durante a migração para regiões de reprodução e cria na costa do Brasil

Processo: 20/15305-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2021 - 31 de julho de 2023
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Química
Pesquisador responsável:Rafael Andre Lourenço
Beneficiário:Rafael Andre Lourenço
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: EDUARDO RESENDE SECCHI ; João Carlos Gomes Borges ; Luciano Dalla Rosa ; Márcia Caruso Bícego ; Paula Baldassin ; Rosalinda Carmela Montone ; Salvatore Siciliano ; Satie Taniguchi
Assunto(s):Ácidos graxos  Bifenilos policlorados  Biópsia  Metabolismo energético  Tecido adiposo 

Resumo

As baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) do hemisfério sul ocidental são os mamíferos que se deslocam por maiores distâncias para se acasalarem e reproduzirem na América do Sul e Caribe, após se alimentarem no Oceano Antártico e na costa sul do Chile. As principais áreas de reprodução estão localizadas no nordeste do Brasil (classificada como estoque A) e nas costas do Peru, Equador, Colômbia e Panamá (chamada de estoque G). O gasto energético para esse deslocamento é enorme, uma vez que as jubartes ficam em jejum desde a saída da área de migração até a sua volta. Estima-se que exista uma perda de aproximadamente 20-40% da sua camada de gordura em função desse movimento. Para avaliar essas mudanças, serão feitas análises dos poluentes orgânicos persistentes (POPs), como os pesticidas organoclorados e os bifenilos policlorados e sua mobilização na camada adiposa. Esses contaminantes ubíquos já foram reportados em baleias-jubarte da Antártica, mas com poucas informações na costa da América do Sul tanto no Oceano Atlântico Sul quanto no Oceano Pacífico Sul. Serão analisados também ácidos graxos na camada de gordura superficial das baleias encalhadas em grupos de amostras disponíveis de cada local, uma vez que podem existir diferentes perfis desses compostos durante o período de gasto e recuperação de energia. A análise das razões isotópicas de carbono (´13C) e nitrogênio (´15N) será feita somente em animais que apresentarem pele (biópsia) ou fígado (baleias encalhadas) para auxiliar a interpretação do comportamento e da alimentação desses animais. A coleta das amostras na Antártica (n=46), Chile (n=22) e Brasil (n=41) já foram realizadas por instituições parceiras e os grupos que trabalham com cetáceos no nordeste, sudeste e sul do Brasil já se disponibilizaram a fornecer os tecidos a serem coletados no futuro. Amostras do tecido adiposo de outras espécies de baleias serão coletadas oportunisticamente para comparação desses perfis, uma vez que o comportamento é inerente a cada espécie. Os compostos orgânicos serão extraídos com diclorometano e n-hexano. Os ácidos graxos serão analisados após esterificação com ácido sulfúrico e metanol, enquanto que o extrato dos POPs será purificado em uma coluna cromatográfica de adsorção seguida da coluna por permeação em gel. As identificações e quantificações serão feitas por cromatografia a gás com espectrometria de massas com um quadrupolo (GC/MS) para ácidos graxos e com o triplo quadrupolo (GC/MS/MS) para os POPs. O estudo dos compostos orgânicos presentes na camada de gordura das baleias-jubarte durante a longa jornada entre as áreas de forrageio e acasalamento, será extremamente valioso para se conhecer melhor como se sucede a adaptação dessa espécie altamente migratória em condições em que ocorrem grandes alterações nas suas fontes de energia. (AU)

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