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EMU concedido no processo 2019/17913-5: Analisador Termogravimétrico TGA 4000

Resumo

A espécie Candida albicans é o fungo mais prevalente nos casos de candidíase vulvovaginal (CVV). Atualmente, a terapia disponível para este tipo de infecção envolve a administração de fármacos para os quais se têm observado inúmeros casos de resistência. Em virtude destes fatores, a busca por novas moléculas antifúngicas, dentre elas as derivadas de produtos naturais, é cada vez mais crescente. A hipericina (HIP), uma substância obtida a partir do Hipericum perfuratum, vem demonstrando promissores efeitos biológicos, dentre eles o antifúngico. Todavia, suas características físico-químicas, como baixa solubilidade aquosa em condições de pH ácido e fisiológico, hidrólise rápida em pH alcalino e instabilidade em presença de luz, dificultam o seu emprego, resultando em restrições farmacocinéticas, como baixa absorção por via oral e metabolismo hepático extenso. Sendo assim, estratégias nanotecnológicas como a incorporação da HIP em carreadores lipídicos nanoestruturados (CLNs) dispersos em hidrogéis (HG) termorresponsivos para administração vaginal demonstra ser uma opção interessante para viabilizar o seu uso, uma vez que promovem a proteção do fármaco contra a degradação e aumentam a permanência do mesmo no local administrado. Ademais, a administração vaginal pode ser vantajosa, uma vez que a mucosa vaginal apresenta alta permeabilidade, alta irrigação sanguínea e ausência do metabolismo de primeira passagem, otimizando sua ação local. Este trabalho tem como objetivo o desenvolvimento farmacotécnico e o estudo da atividade anti-Candida albicans in vitro e in vivo de CLNs dispersos em HG para administração vaginal de HIP. Os CLNs contendo HIP serão caracterizados pela determinação do diâmetro hidrodinâmico médio de partículas, índice de polidispersidade, potencial zeta, microscopia eletrônica de transmissão, espalhamento de raios-X a baixo ângulo e eficiência de encapsulação da HIP. Já para os HG serão empregadas análises de calorimetria exploratória diferencial, reologia, mucoadesão in vitro e seringabilidade. Adicionalmente, será desenvolvida e validada metodologia analítica para quantificação de HIP por CLAE seguido de estudos de liberação, permeação e retenção in vitro das formulações. Serão realizados ensaios biológicos in vitro de atividade antifúgnica empregando cepas de C. albicans e ensaios de citotoxicidade em linhagens de queratinócitos. Por fim, serão realizados ensaios in vivo em modelo de CVV. Em suma, espera-se obter um sistema que apresente potencial para administração vaginal de HIP, trazendo novas perspectivas para o tratamento da CVV. (AU)

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