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Um olhar sobre a qualidade das águas de reservatórios desde 786 km de altitude: imagens Sentinel 2

Processo: 20/11759-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Parceria para Inovação Tecnológica - PITE
Vigência: 01 de junho de 2021 - 31 de maio de 2024
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Recursos Hídricos
Convênio/Acordo: SABESP
Pesquisador responsável:Marcelo Luiz Martins Pompêo
Beneficiário:Marcelo Luiz Martins Pompêo
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Município: São Paulo
Instituição parceira: CIA SANEAMENTO BASICO DO ESTADO SAO PAULO/SIMA
Pesquisadores principais:
Viviane Moschini Carlos
Pesq. associados: Eduardo Vicente Pedrós ; Jesus Valeriano Delegido Gomez ; Marisa Dantas Bitencourt Pereira ; Xavier Sòria Perpinyà
Assunto(s):Limnologia  Gestão ambiental  Monitoramento  Sensoriamento remoto  Processamento de imagens  Qualidade da água  Reservatórios  Lagos 

Resumo

Avaliar a qualidade da água de lagos e reservatórios é etapa fundamental de ativos programas de gestão ambiental. Além dos clássicos procedimentos com coletas de amostras de água in situ, também são interessantes abordagens complementares aos estudos presenciais. Este trabalho tem como objetivo estudar de forma comparativa inúmeros reservatórios paulistas, por meio de técnicas de sensoriamento remoto, empregando imagens do satélite Sentinel 2 (A e B) (S2), trabalhadas no software SNAP, ambos da Agência Espacial Europeia (ESA). Serão testadas equações estimadoras específicas e algumas já disponíveis como produtos do SNAP, e gerados mapas temáticos. Como estudo de casos serão utilizadas as massas de água que compõem a cena T23KLQ, os reservatórios do Sistema Cantareira (SC), no presente incluindo o reservatório Igaratá. A escolha desses reservatórios se deve à sua importância para o abastecimento público. Também existe base de dados públicos, com informações sobre as concentrações de clorofila a (Chla), turbidez, profundidade do disco de Secchi (DS) e do número de células de cianobactérias (Ciano), apresentados pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), nos Relatório de qualidade das águas interiores, para os anos fiscais de 2015 a 2019. As imagens S2 com nível L1C serão baixadas com datas de no máximo três dias de diferença à data de coleta e com base nas estimativas de Chla e DS serão calculados o índice do estado trófico (IET), com as clássicas equações de Carlson. Em 2021 e 2022 também ocorrerão amostragens in situ em perfis (temperatura, oxigênio dissolvido, pH e condutividade elétrica - sonda multiparâmetros; concentrações da série nitrogenada e de fósforo, da Chla e de metais; do fitoplâncton - aspectos qualitativo e quantitativo), em ao menos três zonas por reservatório e em três diferentes estações por zona, empregados para se testar e validar os algoritmos. Espera-se observar padrão, com a zona da barragem mais lêntica e menos eutrófica, quando comparado com a parte alta, e com as amostragens in situ obter diagnóstico sobre a qualidade ecológica dos reservatórios estudados. Durante a vigência deste projeto, serão oferecidos cursos, palestras e reuniões aos funcionários da SABESP e empresas parceiras, visando treiná-los em técnicas de sensoriamento remoto, na avaliação da qualidade das águas dos reservatórios. Também espera-se produzir manuscrito na forma de protocolo de apoio, descrevendo em detalhes as etapas, dos trabalhos de campo ao processamento de imagens e a produção dos mapas temáticos, pelo uso do SNAP com as imagens S2. Testes preliminares apresentados já demonstram a viabilidade nas estimativas da Chla, DS e Ciano da massa de água dos reservatórios do SC por meio de imagens S2. (AU)

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