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Ciência colaborativa: jesuítas, índios e sertanistas na cartografia das fronteiras dos Impérios ibéricos na América do Sul (séc. XVIII)

Resumo

conhecimento científico é sempre um trabalho colaborativo entre especialistas e amadores em determinadas circunstâncias e para solucionar problemas. Com o avanço da colonização território adentro do Brasil, no século XVIII, sertanistas, povos indígenas e padres da Companhia de Jesus estabeleceram parcerias síncronas ou assíncronas que resultaram na produção de conhecimento geográfico escrito e visual de territórios. Este conhecimento foi posteriormente aproveitado por autoridades régias nos espaços coloniais e nos círculos científicos especializados da Europa para subsidiar projetos de mapeamento oficiais e a elaboração de imagens cartográficas. A interlocução entre sertanistas, indígenas, religiosos ou cartógrafos na construção de conhecimento geográfico e cartografia não é tópico novo na historiografia. Entretanto, ainda faltam evidências mais eloquentes explicativas da mecânica deste colaboracionismo. Para responder questões com este escopo serão utilizadas fontes manuscritas diversas e mapas do XVIII que serão submetidos a diretrizes teórico-metodológicas da história da ciência mais recente, da cartografia como processo e através de uma abordagem interseccional. Este trabalho espera contribuir para ampliar avanços que vem sendo alcançados na história da ciência e da cartografia nas sociedades ibero-americanas do passado em relação a perspectivas inclusivas da participação dos práticos e das etnias na produção de conhecimento científico. (AU)

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