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Estudo da resistência de isolados clínicos de Fusarium spp. à anfotericina B e aos azóis

Processo: 20/07546-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2021 - 31 de maio de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Convênio/Acordo: Universidad de la Frontera
Pesquisador responsável:Marcia Regina von Zeska Kress
Beneficiário:Marcia Regina von Zeska Kress
Pesq. responsável no exterior: Cledir Rodrigues Santos
Instituição no exterior: Universidad de La Frontera (UFRO), Chile
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados: Luis Salazar Navarrete ; Nathalia Baptista Dias
Assunto(s):Micologia 

Resumo

Nos últimos anos, Fusarium spp. ganhou importância na saúde humana devido à crescente incidência de infecções fúngicas relacionadas a pacientes imunossuprimidos. A fusariose é a segunda infecção fúngica filamentosa mais comum em pacientes com neoplasias hematológicas. Apesar dos avanços na terapia e no diagnóstico precoce, a fusariose invasiva permanece associada a alta morbidade e até 70% de mortalidade. Além disso, a fusariose afeta pacientes imunocompetentes, causando infecções oculares (queratite) e unhas (onicomicose). Atualmente, os membros clinicamente relevantes do gênero Fusarium mostram um alto grau de resistência intrínseca a um amplo espectro de antifúngicos que são comumente usados na clínica. O mecanismo molecular dessa resistência intrínseca é desconhecido e essa resistência torna um tratamento desafiador que resulta nas altas taxas de mortalidade na população de pacientes. O principal objetivo do presente projeto é estudar os mecanismos de resistência à anfotericina B e aos azoles em isolados clínicos de Fusarium spp. Nesse contexto, a precisão da concentração mínima de mudança de perfil (MPCC) de MALDI TOF MS (espectrometria de massa de dessorção a laser / ionização assistida por matriz / espectrometria de massa no tempo de voo) será avaliada e comparada com os resultados obtidos da concentração inibitória mínima clássica (MIC) encontradas em ensaio de 108 isolados clínicos Fusarium spp. e para os antifúngicos anfotericina B (AMB), voriconazol (VOR), itraconazol (ITR), terbinafina (TER) e Ciclopirox (CXO). Para investigar a resistência de Fusarium spp. à AMB e aos Azoles, os padrões de degradação do antifúngico serão avaliados na presença de isolados clínico de Fusarium spp. quanto à elucidação estrutural química por MALDI-TOF MS. Experimento preliminar para elucidar os padrões de degradação das moléculas de AMB e Azoles na presença de Fusarium spp. foi desenvolvido por MALDI-TOF MS através de uma colaboração entre os Grupos de Pesquisa da Dra. Marcia Regina von Zeska Kress (Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Brasil) e o Dr. Cledir Santos (Universidad de La Frontera, Chile). De acordo com os resultados preliminares, foi observado um padrão de degradação da molécula da AMB na presença de Fusarium spp. sugerindo um possível processo enzimático de resistência. Assim, enzimas secretadas ao meio extracelular pelos isolados clínicos de Fusarium spp. na presença da AMB serão avaliados por eletroforese em SDS-PAGE e espectrometria de massa. As potenciais enzimas serão analisadas pela abordagem in silico. Para estudar o mecanismo intrínseco de resistência aos azóis, asmutações nos genes CYP51 dos isolados clínicos de Fusarium spp. serão seqüenciados. Finalmente, o nível de expressão do gene CYP51 dos isolados clínicos de Fusarium spp. serão avaliados na presença de antifúngicos azólicos. Como principal resultado do projeto, espera-se obter uma visão clara do mecanismo de resistência intrínseca de Fusarium spp. aos antifúngicos AMB e azois. Os resultados e conhecimentos obtidos com o desenvolvimento deste projeto gerarão informações e subsídios para o desenvolvimento de novos antifúngicos e/ou o aprimoramento molecular dos compostos atualmente utilizados. O conhecimento dos mecanismos de resistência poderá contribuir para o melhor manejo e tratamento da infecção causada por este fungo. (AU)

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