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Impacto da imunossenescência na resposta in vitro de linfócitos B de indivíduos vacinados contra COVID-19: influência do tabagismo e da doença pulmonar obstrutiva crônica

Processo: 20/15847-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2021 - 30 de junho de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Gil Benard
Beneficiário:Gil Benard
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Ana Marli Christovam Sartori ; Cibele Cristine Berto Marques da Silva ; Cristiane Rodrigues Guzzo Carvalho ; Juliana Ruiz Fernandes ; Regina Maria de Carvalho Pinto ; Shaker Chuck Farah
Assunto(s):Geriatria  Imunossenescência  Idosos  Infecções por Coronavirus  SARS-CoV-2  COVID-19  Linfócitos T  Citocinas  Vacinas contra COVID-19 

Resumo

A COVID-19 tem provocado uma busca mundial e sem precedentes por uma vacina promissora que seja capaz de imunizar a população igualmente e, desta forma, trouxe à tona de forma ainda mais urgente a questão da vacinação em idosos e portadores de doenças crônicas: ao mesmo tempo, em que estas populações se mostram mais vulneráveis às formas graves da doença, tendem a apresentar respostas vacinais mais pobres do que jovens ou adultos em geral. Idosos são imunologicamente caracterizados como portadores de imunossenescência. Esta é descrita como o estado definido por parâmetros robustos da imunidade que se apresentam diferentes entre jovens e idosos, causando prejuízos clínicos como maior mortalidade e fragilidade, menor resposta vacinal, etc. Indivíduos portadores de doenças crônicas inflamatórias, como p. ex., indivíduos portadores de DPOC, apresentam um fenótipo de imunossenescência precoce. Muitos aspectos da imunossenescência têm sido investigados nos últimos anos, especialmente em relação às alterações do compartimento de linfócitos T. Em contrapartida, informações sobre as alterações no compartimento de linfócitos B decorrentes da imunossenescência são relativamente mais escassas e muitas vezes não bem definidas, como em relação à resposta vacinal. Deste modo pretendemos estudar a resposta de linfócitos B e a produção de anticorpos específicos as proteínas do SARS-CoV-2 após vacinação contra COVID-19. Células mononucleares do sangue periférico (PBMC) de idosos hígidos (e60 anos), idosos portadores de DPOC, idosos tabagistas sem disfunção pulmonar serão comparados com jovens sadios. Estas PBMC passarão por diversas análises: fenotipagem por citometria de fluxo para avaliação das subpopulações e expressão de moléculas funcionais intracelulares e de superfície de linfócitos B, ensaios de purificação e de expansão in vitro de linfócitos B, exposição às proteínas do SARS-CoV-2 para avaliação da capacidade de expansão clonal e da secreção de anticorpos específicos e citocinas pró e anti-inflamatórias, além de testar os sobrenadantes de cultura em ensaios de neutralização do vírus. Paralelamente, alguns aspectos da resposta de linfócitos T também serão avaliados, como imunofenotipagem de populações de linfócitos T e perfis de citocinas. Espera-se com estes objetivos obter informações relevantes para a caracterização da resposta de linfócitos B à vacina em idosos com ou sem comorbidades. Este conhecimento é imprescindível para um melhor o desenho de candidatos à vacina nesta população, pois, além dos já bem conhecidos efeitos da senescência sobre o compartimento de linfócitos T, o reconhecimento de defeitos de linfócitos B relacionados ao envelhecimento, podem revelar novos mecanismos responsáveis pela baixa resposta vacinal, tanto em relação à qualidade como à quantidade de anticorpos específicos. (AU)

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