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Estratégias silviculturais para o manejo e conservação de florestas tropicais secundárias - subsídios para a recuperação de áreas alteradas no Amazonas

Processo: 20/07499-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2021 - 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Silvicultura
Convênio/Acordo: FAPEAM
Pesquisador responsável:Mario Tommasiello Filho
Beneficiário:Mario Tommasiello Filho
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Pesq. associados: Alci Albiero Junior ; Edson José Vidal da Silva ; Fernanda Trisltz Perassolo Guedes ; Jochen Schongart ; Victor Alexandre Hardt Ferreira dos Santos
Assunto(s):Amazônia  Desbaste  Manejo 

Resumo

As florestas de crescimento secundário são formações florestais estabelecidas após a degradação de comunidades florestais maduras. Na Amazônia Legal, cerca de 23% das classes de uso e cobertura do solo em áreas desflorestadas são vegetações secundárias em diferentes estágios de regeneração. Embora ocupem extensas áreas da floresta Amazônica e sejam consideradas fitofisionomias potenciais para a conservação e uso sustentável dos recursos florestais, o manejo e a conservação destas áreas têm sido pouco explorados e não incluídos nas políticas públicas em curso do Brasil. A falta de conhecimento sobre o manejo mais adequado das espécies florestais nativas constitui uma das principais barreiras à adoção de experiências silviculturais na Amazônia. Os Sistemas Silviculturais baseados em Plantios de Enriquecimento e Condução da Regeneração Natural de espécies de interesse econômico constituem importantes estratégias de manejo em florestas secundárias. Em paralelo, a aplicação de tratamentos silviculturais que promovam condições favoráveis ao crescimento das espécies em florestas secundárias é crucial para viabilizar a produção florestal nestes sítios. Assim, buscando estratégias silviculturais de conservação e produção florestal em áreas de florestas secundárias na Amazônia, o nosso objetivo é investigar se tratamentos silviculturais influenciam o crescimento e a qualidade do lenho de espécies florestais de importância econômica introduzidas via plantios de enriquecimento e presentes na regeneração natural de florestas secundárias. A proposta está dividida em dois experimentos: 1) plantios de enriquecimento - instalado em março de 2017 na Fazenda Experimental da Universidade Federal do Amazonas (FAEXP-UFAM) em 17 hectares de floresta secundária. Foram plantadas 1.800 mudas de seis espécies florestais de reconhecido valor econômico. As espécies estão crescendo em diferentes condições de luz promovidas pela aplicação em outubro de 2016 de desbastes em diferentes intensidades de redução da área basal da vegetação natural (0%, 20%, 40%, 60%, 80% e 100%). A sobrevivência e o crescimento têm sido monitorados há três anos e deverá continuar por mais dois anos, incluindo análises destrutivas, após quatro anos, de partição de biomassa e características do lenho; 2) condução da regeneração natural -será instalado em outra área de floresta secundária também na FAEXP-UFAM, com cerca de 35 hectares. A regeneração natural é dominada por indivíduos de Goupia glabra Aubl., espécie florestal de grande interesse econômico. Parte dos indivíduos desta espécie serão submetidos a desbastes de liberação e outra parte não. A liberação será feita mediante o corte direto de indivíduos da regeneração natural presentes ao longo da área de projeção da copa dos indivíduos de G. glabra. O histórico passado de crescimento dos indivíduos de G. glabra será estimado a partir de análises dendrocronológicas, utilizando os anéis de crescimento como bioindicadores das inferências e processos temporais e espaciais a que as árvores foram expostas ao longo de suas vidas. Pelo fato de adicionar uma perspectiva de longo prazo, os anéis de crescimento complementam as limitações temporais de inventários florestais, fornecendo novas oportunidades e perspectivas em práticas silviculturais. As respostas de crescimento e qualidade do lenho serão medidas durante dois anos após a aplicação do tratamento de liberação. Os resultados alcançados serão fundamentais para elucidar mecanismos de respostas das espécies arbóreas tropicais à disponibilidade de luz, além de se recomendar espécies e tratamentos silviculturais mais adequados à implementação dos sistemas silviculturais no manejo sustentável de florestas tropicais secundárias. As informações geradas deverão subsidiar políticas públicas por meio de protocolos silviculturais de recuperação de alteradas na região Amazônica, florestas secundárias em particular, na expectativa de reintroduzi-las aos processos ecológicos e produtivos. (AU)

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