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Efeito Do Desmatamento Na Paisagem Do Cerrado: Um Estudo Na Fronteira Da Bahia

Resumo

As perdas no Cerrado brasileiro levantam a necessidade de entender as regiões de fronteira entre as atividades humanas e os remanescentes do Cerrado. Este trabalho tem como objetivo responder às questões: Como a paisagem muda em uma área de desmatamento no Cerrado brasileiro, e onde ocorrem as perdas de Cerrado nativo no contexto da paisagem? Escolhemos o Cerrado da Bahia, uma área de fronteira agrícola, e usamos métricas de paisagem e dados de uso e cobertura do solo de 2013 e 2020 para quantificar as mudanças na paisagem. Construímos uma tipologia de padrões de paisagem para classificar e caracterizar as paisagens do Cerrado, com base nas métricas da paisagem e dados de uso e cobertura da terra do TerraClass Cerrado 2013. A partir desses parâmetros, um classificador de árvore de decisão permitiu a classificação dos tipos de paisagem. Em seguida, utilizamos os dados anuais de desmatamento do PRODES Cerrado para obter a cobertura nativa e as métricas da paisagem para 2020. A paisagem predominante em 2013 foi o Estágio Intermediário de Fragmentação (32,53%), seguido pelo Estágio Inicial de Fragmentação (31,26%) , Pastagem Consolidada (16,4%), Agricultura Consolidada (9,78%), Paisagens Mistas (5,59%) e Cerrado Nativo (4,70%). O Cerrado contínuo faz fronteira com áreas em estágio inicial e intermediário de fragmentação, pressionando a área nativa. As perdas na cobertura nativa não ocorrem em paisagens consolidadas ou dentro do Cerrado contínuo. Em vez disso, há um processo de conversão da vegetação sobre as paisagens nos estágios inicial e intermediário de fragmentação e paisagens onde a matriz é heterogênea. Esses fatores sinalizam a necessidade de preservação dos fragmentos contíguos do Cerrado. (AU)

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