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Metodologia de gerenciamento da sustentabilidade silvicultural: SNC - Solo, Nutriente e Carbono

Resumo

A sustentabilidade silvicultural de plantações florestais, ou seja, a capacidade destas plantações manterem ou até mesmo elevarem a produtividade com o decorrer das rotações de cultivo é de extrema importância frente a demanda atual pela intensificação sustentável. A demanda global de alimento, fibra e energia cresce em taxa exponencial, tracionado pelo aumento populacional, melhoria das condições econômicas e aumento da longevidade e, junto com ela, cresce a consciência de que precisamos obter esses recursos de fontes renováveis. Como a área agricultável no globo é limitada, a única forma de atender a demanda global é intensificar os recursos retirados por unidade de área, sem comprometer a capacidade produtiva dos ambientes de produção. Objetiva-se com este projeto desenvolver uma metodologia de geração de métricas para o monitoramento da sustentabilidade silvicultural de plantações florestais, congregando produtividade, conservação do solo e da água, estoque de C do solo e balanço nutricional. Com isto, a solução irá auxiliar no planejamento e nas decisões operacionais, econômicas e ambientais dos processos de colheita florestal, preparo de solo e fertilização, visando a redução das perdas de solo, otimização do uso de fertilizantes e, quando possível exploração sustentável dos resíduos florestais para produção de bioenergia. Deste modo, pretende-se integrar a tomada de decisão quanto às três etapas silviculturais que mais impactam a sustentabilidade e o custo da formação florestal (i.e. manejo de resíduos, preparo de solo e fertilização). O impacto do manejo de resíduos florestais e do preparo de solo nas perdas de solo será estimado por meio da USLE e no estoque de C do solo por meio de uma integração dos modelos 3-PG e CENTURY. Durante a Fase I do projeto, o modelo de predição da perda de solo foi parametrizado e validado, o conceito de fertilização foi desenvolvido e o modelo de negócio está sendo validado. Com base nos resultados da validação, o modelo de perda de solo se mostrou bastante satisfatório, sendo possível de ser aplicado em todo o território nacional. O modelo de negócio está sendo construído baseado em uma série de entrevistas com potenciais clientes, seguindo a metodologia I-Corps. Houve grande mudança no modelo de negócio previsto inicialmente. Quando a proposta da Fase I foi enviada, objetivava-se desenvolver uma solução de microplanejamento das operações de manejo de resíduos florestais, preparo de solo e fertilização. Entretanto, verificou-se que o principal valor para os clientes seria o monitoramento da sustentabilidade do manejo adotado pela empresa. Além disso, identificou-se a oportunidade de vendas de serviços de microplanejamento e de recomendação de fertilização na forma de consultorias. Uma vez identificado, durante a Fase I, que a solução possui forte embasamento científico, viabilidade técnica e perspectiva de mercado, objetiva-se, com a Fase II, desenvolver o sistema de monitoramento da sustentabilidade silvicultural, integrar a modelagem da matéria orgânica do solo no sistema e continuar com as atividades de desenvolvimento científico. Acredita-se que a metodologia que estamos desenvolvendo seja aplicável para grandes empreendimentos florestais, investidores financeiros e produtores florestais independentes. O Brasil possui cerca de 8,7 milhões de hectares de florestas plantadas, sendo que destes 3,5 milhões de ha são certificados na modalidade de manejo florestal. Acreditamos que este seja o horizonte inicial de aplicação da solução. Ademais, este produto poderá ser aplicado em plantações florestais de países que praticam o mesmo modelo de manejo florestal do Brasil, como Uruguai, Chile, Argentina e África do Sul. Ainda, foram realizadas entrevistas com pessoas do setor sucroenergético. Foi identificado potencial de aplicação da ferramenta em plantações de cana-de-açúcar, demandando apenas a parametrização da ferramenta para a cultura. (AU)

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