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Geodinâmica do Paleoproterozoico: o Cinturão Mineiro e a orogênese Minas como paradigmas

Processo: 20/08001-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2022 - 30 de abril de 2024
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Wilson Teixeira
Beneficiário:Wilson Teixeira
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Ciro Alexandre Ávila ; Danilo Barbuena ; Elson Paiva de Oliveira ; Everton Marques Bongiolo ; Farid Chemale Junior ; Hugo Souza Moreira ; Ivo Antonio Dussin ; Luís Antônio Rosa Seixas ; Matheus Henrique Kuchenbecker Do Amaral ; Mauricio Rigoni Baldim ; Miguel Angelo Stipp Basei ; Natali da Silva Barbosa ; Peng PENG ; Stefano Albino Zincone
Assunto(s):Paleoproterozoico  Colúmbia (supercontinente)  Geocronologia  Geoquímica isotópica  Tectônica de placas  Cinturão Mineiro 

Resumo

O termo "Tectono-magmatic Lull", designado para uma transformação expressiva na história da litosfera entre 2,3 e 2,2 Ga, representa um dos desafios atuais em termos geodinâmicos para a evolução terrestre. O debate atual contrapõe modelos de produção contínua de crosta continental juvenil, em processos assemelhados à tectônica global moderna, com aqueles que advogam uma evolução cíclica, aliando períodos de "estagnação" e de produção de litosfera na escala global. Este tema de alta relevância científica é objeto da presente investigação de caráter multidisciplinar [geocronologia in situ U-Pb de alta precisão em zircão de unidades-chaves, petrogênese de Hf, O (em zircão) e de geoquímica elementar], a ser desenvolvida por equipe de pesquisadores com larga competência científica. A orogenia Minas (2,47 - 2,03 Ga) representa o estudo de caso, havendo ênfase no Cinturão Mineiro, considerado como paradigma para as inferências geodinâmicas, tendo como base de correlação tectônica o Cráton do São Francisco e segmentos coevos na parte oriental da Plataforma Sul-americana. O Cinturão Mineiro, face à sua natureza peculiar de acrescimento predominantemente juvenil (ca. 400 m.a.) e característica geoquímica singular de seus granitoides que varia internamente no tempo e no espaço , representa uma das poucas ocorrências desse tipo na escala global, portanto é um elemento geotectônico estratégico para melhor compreender o significado tectônico e a representatividade do "Tectonic-magmatic Lull". Na perspectiva global, a reconstrução paleogeográfica do orógeno Minas (que deu origem ao Paleocontinente São Francisco-Congo) permitirá correlações intercontinentais com orógenos acrescionários, propiciando inferências robustas sobre a configuração do Supercontinente Columbia. A proposta valoriza a cooperação científica nacional e internacional, via coesão de uma equipe pluri-institucional, em prol do avanço do conhecimento geodinâmico da litosfera tendo a tectônica de placas como referência. (AU)

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