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Desenvolvimento de matriz dérmica bilaminar de colágeno bovino impregnada com agente bacteriostático

Processo: 19/22977-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de julho de 2021 - 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Alexandre Graná Pinto
Beneficiário:Alexandre Graná Pinto
Empresa:MLA Suprimentos Médicos Ltda
CNAE: Fabricação de instrumentos e materiais para uso médico e odontológico e de artigos ópticos
Comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, ortopédico e odontológico
Município: Jundiaí
Pesq. associados: Daniel Komatsu ; Eliana Aparecida de Rezende Duek ; Julio Henrique Filipini Rosa ; Renata Timm da Silva Oliveira
Assunto(s):Ferimentos e lesões  Queimaduras  Exantema  Cirurgia plástica  Matriz dérmica acelular  Colágeno 

Resumo

A pele é um importante órgão do corpo humano e atua como primeiro sistema de defesa do organismo, estando diretamente envolvida na proteção contra agentes externos (Goodarzi et al., 2018). Dessa forma, a perda da barreira cutânea predispõe ao acometimento de infecções, aumento da perda insensível de água e alteração da regulação térmica, gerando aumento de morbidade, internações prolongadas com alto custo e até mesmo ocasionando a morte do indivíduo. Assim, atualmente há muito interesse em materiais sintéticos ou biológicos que possam ser utilizados na fabricação de matrizes de regeneração dérmica. Estas vêm se consolidando como alternativa eficaz no tratamento de lesões de pele complexas, devido a sua versatilidade de aplicação, reduzindo os tempos de tratamento e internação e, consequentemente, os custos hospitalares (Shahrokhi, 2014). No Brasil, é crescente a demanda por matrizes dérmicas que favoreçam a recuperação de lesões na pele, as quais podem ser originadas de procedimentos cirúrgicos, como, por exemplo, a reconstrução mamária, ou ainda decorrentes de algum tipo de trauma como, por exemplo, as queimaduras (Jones, 2002; Frame, 2004). É importante mencionar que nas matrizes dérmicas as características físico-químicas, bioquímicas e mecânicas, também devem ser desenvolvidas de maneira que tais dispositivos sejam facilmente manuseáveis durante a sua implantação e consigam acomodar-se perfeitamente sobre o leito da lesão. Dessa forma, as características essenciais a aplicabilidade das matrizes dérmicas são: biocompatibilidade, prevenção de perda de água, atuação como barreira à invasão bacteriana, possibilidade de ser aplicado em um único ato cirúrgico, flexibilidade, disponibilidade no mercado e baixo custo. Ademais, não deve gerar resposta inflamatória exacerbada, além de não estimular o desenvolvimento de cicatrizes patológicas. Portanto, as características almejadas para tal produto, visando regeneração dérmica, são muitas e reuni-las em um único dispositivo é ainda um desafio em aberto. Atualmente, o que existe no mercado mundial são diversos substitutos cutâneos, sendo os mais utilizados as matrizes de regeneração dérmica, podendo ser constituídas de uma camada de colágeno bovino, com ou sem elastina, recobertas ou não por uma membrana de silicone. Portanto, o desafio do projeto consiste em otimizar o design desse tipo de matriz dérmica de forma que a lâmina interna, a qual ficará em contato direto com a região lesionada, seja constituída por colágeno e a lâmina externa composta por silicone. Dessa maneira, a lâmina de colágeno atuará como arcabouço, permitindo a migração celular e, também, a deposição de matriz extracelular, semelhante à derme humana. A lâmina de silicone, por sua vez, atuará como uma barreira contra a perda de fluidos e a entrada de microrganismo. Como diferencial, a incorporação do triclosan, um agente bacteriostático amplamente utilizado pela indústria, visa maior eficiência na proteção à bactérias, a fim de melhorar o processo de regeneração frente às matrizes dérmicas disponíveis atualmente, uma vez que uma das razões para a perda da matriz dérmica, após a colocação da mesma sobre a lesão, é justamente a susceptibilidade à infecções a que estão sujeitas (Quezada, 2009; Pharm C, 2007; Balasubramani 2001; Rodas, 2004). (AU)

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