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Associações em nível de rebanho entre a contagem de células somáticas e indicadores de desempenho econômico de rebanhos brasileiros

Resumo

Os objetivos do presente estudo foram fornecer um retrato da situação técnico-econômica dos rebanhos leiteiros em Minas Gerais, Brasil, particularmente no que diz respeito aos dados de contagem de células somáticas do tanque (TCCS), e avaliar as associações em nível de rebanho da CCS com vários indicadores de desempenho econômico (IDE). Os dados de 543 rebanhos, 1.052 registros rebanho/ano no total, distribuídos em três anos (2015-17), das mesorregiões Sul e Sudoeste do Estado de Minas Gerais foram fornecidos pela Agência Brasileira de Apoio à Divisão de Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (SEBRAE ). Os rebanhos tinham em média 82 vacas em lactação/rebanho, produção de leite de 17 L/vaca por dia e disponibilidade de informações financeiras por meio de pesquisas econômicas mensais de rotina. Os dados do IDE (receita, margem bruta, MB; margem líquida, ML; lucro; ponto de equilíbrio e rentabilidade operacional) de cada rebanho foram medidos mensalmente pelo pessoal do SEBRAE e foram computadas as médias rebanho-ano de todas as variáveis. Os dados do tanque (CCS, CBT, o conteúdo de proteína bruta e gordura) coletados pelos produtores ou processadores de laticínios foram registrados pelo pessoal do SEBRAE; e as médias rebanho-ano correspondentes foram calculadas e incluídas na base de dados do SEBRAE. Foram selecionados 209 rebanhos que passaram em todas as verificações de edição e que tinham dados para todos os três anos. O IDE (todos expressos em uma base por vaca, US$/vaca por ano) foram analisados incluindo os efeitos da região, ano, LnTCCS, nível de produção e tamanho do rebanho junto com o efeito aleatório do rebanho dentro da região. Uma alta proporção de rebanhos (94,6%) apresentou registros de dados (rebanho-ano) com um TCCS médio> 200.000 células/mL: 37,8% dos registros de rebanho-ano tiveram TCCS entre> 200 e d 400, 14,5% com TCCS entre > 400 e d 500, 25% com TCCS entre> 500 e d 750 e, 17,3% com TCCS> 750. Para cada aumento de unidade em LnTCCS, a receita diminuiu em US$ 228,5 por vaca/ano, MB em US$ 155,6 por vaca/ano e lucro de $138,6 vacas/ano. Rebanhos com vacas de menor produção (<14 kg/d) apresentaram menor MB (US$ 286,8 vaca/ano) quando comparados com rebanhos contendo vacas produzindo e 14 kg/d (e 14 e <19 kg/d = US$ 446,5 e , e 19 kg/d = US$ 601,9). Os pequenos produtores de leite (<39 vacas em lactação) apresentaram menor receita (US$ 1.914,9 vaca/ano) e MB (US$ 274,5 vaca/ano) e consequentemente um lucro negativo (US$ -224,1 vaca/ano) quando comparado com outras categorias de tamanho do rebanho (e 39 vacas em lactação). A redução na produção de leite foi de 641 litros por vaca/lactação para cada aumento de unidade em LnTCCS; isto representou 9,4% da produção de leite/lactação, assumindo uma produção média de leite de 6.843,3 litros por vaca/lactação de vacas de rebanhos com TCCS d 200.000 células/mL. Consequentemente, encontramos uma associação negativa de TCCS com lucro; lucro diminuindo de US$ 227,0 para -53,1 vaca/ano quando o TCCS aumentou de 100 para 750.000 cels/mL. Em suma, quanto menor o TCCS, maior o faturamento, MB e ML, lucro e rentabilidade operacional dos rebanhos. A redução da produção de leite foi o principal fator associado ao maior TCCS. (AU)

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