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Ações de enfrentamento ao bullying e à discriminação na escola pública

Resumo

Conforme a literatura tem indicado, diversas formas de violência entre pares têm afetado o aprendizado escolar, assim, este projeto tem como principal objetivo o entendimento e o combate ao bullying e ao preconceito escolares, tendo como hipótese que o grau de inclusão escolar bem como o estabelecimento, na escola, de relações com autoridades de forma a que elas sejam respeitadas e não temidas, dentre outros fatores, possa diminuir aquelas formas de violência. Este projeto é derivado de outro financiado pelo CNPq - Violência Escolar: discriminação, bullying e responsabilidade - e desenvolvido por outras 12 universidades nacionais e quatro de outros países (Argentina, Espanha, México e Portugal), cujos objetivos são direcionados para a relação entre as variáveis envolvidas na presente proposta, sobretudo em escolas públicas, mas sem a intenção de ser uma pesquisa imediatamente aplicada, como é o caso do presente projeto; entre os participantes dessa pesquisa estão o Instituto Superior de Educação de São Paulo, a Universidade Federal de São Paulo e a Universidade Ibirapuera. No Laboratório de Estudos sobre o Preconceito da Universidade de São Paulo, do qual quatro dos pesquisadores deste projeto fizeram parte, um deles como coordenado e várias pesquisas foram feitas, com financiamento, principalmente do CNPq, mas também da FAPESP e da Secretaria de Direitos Humanos, visando o combate à violência escolar. Neste projeto, são três as escolas públicas paulistas participantes - uma municipal e duas estaduais - além das três instituições de ensino superior. O projeto propõe a criação de um Observatório de violência escolar, sediado em um dos centros de ensino superior, composto por gestores das escolas públicas e docentes do ensino superior, para orientar e supervisionar o cumprimento de seus objetivos, dispostos em quatro eixos a serem desenvolvidos, um a cada ano: Educação Inclusiva, Hierarquias Escolares, Autoritarismo e Autonomia, e Bullying e Preconceito. Para o desenvolvimento de cada um deles, serão discutidos, com os educadores escolares (gestores e professores), textos específicos sobre cada uma das temáticas; serão aplicados instrumentos desenvolvidos e testados na pesquisa acima referida aos gestores, aos professores e a uma classe, por escola, que participará do sexto ao nono ano, antes e após as intervenções; serão realizadas discussões com o corpo docente e com o corpo discente acerca de suas respostas aos instrumentos utilizados; e seminários serão propostos pelo Observatório. Como resultados, além das publicações científicas e de difusão, espera-se ampliar o grau de inclusão escolar das escolas envolvidas e a diminuição do bullying e do preconceito, visando dar subsídios para as políticas públicas paulistas. (AU)

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