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Avaliação molecular de tumores de corpo de útero e a correlação com resposta terapêutica e recorrência

Resumo

Introdução: as neoplasias de corpo de útero são prevalentes e apresentam diversidades histológicas e de evolução, mesmo para histologias e estádios semelhantes. O carcinoma de endométrio é o mais comum (90-95%) com 25% apresentando evolução ruim, sem correlação direta com fatores prognósticos. Estudos com marcadores moleculares e genética dos tumores têm demonstrado subgrupos de neoplasias com prognósticos distintos. Os sarcomas uterinos perfazem 5% a 10% do total e não há estudos consistentes. Ampliar o conhecimento para definir um perfil molecular destas neoplasias de corpo uterino poderá melhorar o estadiamento e personalizar o tratamento, além de poder orientar o desenvolvimento de novas terapêuticas. Objetivos: Avaliar o padrão de expressão de biomarcadores tumorais moleculares das neoplasias malignas de corpo uterino, alguns exploratórios, e correlacionar com características clínicas histopatológicas, estadiamento, resposta terapêutica, recorrência e sobrevida. Métodos: será realizado um estudo de coorte, inicialmente retrospectiva, com 130 casos atendidos na Unicamp entre 2014 e 2019. Serão utilizadas informações clínicas e os blocos de tecido tumoral em parafina serão separados para montagem de blocos para Tissue microarray (TMA) para reações imunoistoquímicas automatizadas. Serão testadas as proteínas PTEN, CTNNB1, KRAS, FGFR-2, HER2, ARID1A, PIK3CA, P53, PMS2, MSH6, MLH1, MSH2, p16, HNF1², Napsina A, L1CAM, IMP3, SKALP/Elafina, Ki67, SOD2 e receptores hormonais (estrogênio, progestagênio e androgênio). Será avaliado o padrão da infiltração de linfócitos no tumor (TIL) em H&E. Para o grupo de sarcomas o tamanho amostral calculado é 54 casos, com blocos selecionados para TMA a partir de 2001, e testados para desmina, actina de músculo liso, caldesmon, CD10, ciclina D1, BCOR e c-kit. Este protocolo propiciará o início de depósito de soro e tecido tumoral de casos novos de mulheres com neoplasias uterinas para o Biobanco institucional (CONEP B-056). Posteriormente, uma coorte de 214 carcinomas provenientes do Biobanco, será testada para os mesmos marcadores e dosagens séricas de CA125 e HE4, a ser realizadas no Laboratório Clínico Especializado do CAISM. Os procedimentos de confecção do TMA e as reações imunoistoquímica serão realizados no Laboratório de Inovação em Câncer do ICESP. O escaneamento digital das lâminas e contagens de células reagentes será realizada no Laboratório de Anatomia Patológica da Unicamp. A proporção de células reagentes para cada marcador e as dosagens séricas serão analisadas isoladamente ou em associações. Os resultados serão correlacionados com informações clínicas, do tumor, estadiamento, da resposta terapêutica, recidivas e sobrevida. Serão utilizados os testes Ç2, Exato de Fisher, e estimativas de odds ratio com intervalos de confiança a 95%. A interação entre variáveis será analisada por regressão logística. A sobrevida e o tempo livre de doença serão analisados por curvas de Kaplan-Meier e teste Long-rank, com regressão de Cox para determinação dos marcadores associados com sobrevida. Valores de p<0,05 serão significantes. O estudo será iniciado após as aprovações regulatórias e obtenção dos termos de consentimento livre e esclarecido dos casos selecionados. Serão seguidas as diretrizes da Resolução 441/2012 (CNS). (AU)

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