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Associação genética entre características de comportamento ingestivo, eficiência alimentar e crescimento de zebuínos em crescimento

Resumo

O objetivo deste estudo foi estimar parâmetros genéticos, incluindo dados genômicos, para características de comportamento ingestivo, de eficiência alimentar e de crescimento em bovinos da raça Nelore. As características de comportamento ingestivo estudadas foram: tempo de permanência no cocho (TPC), duração do evento de alimentação (DEA), frequência de visitas ao cocho (FF), taxa de alimentação (TxAlim), consumo de matéria seca por visita (CMSv), as características de eficiência alimentar foram: consumo alimentar residual (CAR), ganho de peso residual (GANR), conversão alimentar (CA) e as características de crescimento foram: ganho médio diário (GMD) e peso a seleção (pós-desmame) (PSEL). Os componentes de (co)variância foram estimados pelo método REML, ajustando modelo animal sem incluir (BLUP) e incluindo informação genômica (ssGBLUP), em análises bi-características. Foram calculadas as respostas diretas a seleção para as características de eficiência alimentar, GMD e PSEL, além das respostas correlacionadas na eficiência alimentar e crescimento, pela seleção direta para menor TPC. As herdabilidades estimadas foram 0,51±0,06, 0,35±0,06, 0,27±0,07, 0,34±0,06 e 0,33±0,06 respectivamente para TPC, DEA, FVC, TxAlim e CMSv. De maneira geral, TPC e DEA apresentaram correlações genéticas positivas com todas características de eficiência alimentar (CAR, GANR e CA), GMD, CMS e PSEL. TPC apresentou correlação genética e fenotípica alta e positiva com CAR (0,71±0,10 e 0,46±0,02, respectivamente), e com CMS (0,56±0,09 e 0,48±0,03), e correlações genéticas medias a fracas com crescimento (0,32±0,11 com GMD e 0,14±0,09 com PSEL). Portanto, tempo de permanência no cocho parece ser uma forte característica indicadora de eficiência alimentar, que tem herdabilidade alta, além de ser fracamente positivamente geneticamente correlacionada com crescimento. A seleção de animais para menor tempo de permanência no cocho pode acelerar o ganho genético no sentido de diminuição do CAR (aumento da eficiência alimentar), contudo com ganho genético nulo ou levemente negativo para características de crescimento. (AU)

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