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Infecção experimental utilizando cepa brasileira de Frog Virus 3: Suceptibilidade de anfíbios

Resumo

Um número alarmante de notificações globais sobre surtos de mortalidade de anfíbios foi realizado nos últimos anos. As doenças emergentes destacam-se como as principais causas potenciais. O ranavírus é uma doença altamente infecciosa disseminada em todo o mundo, capaz de afetar até outros animais ectotérmicos como peixes e répteis. Uma questão importante em relação a essa patologia é a falta de sinais clínicos antes de levar à morte. Com o objetivo de compreender melhor a suscetibilidade dos anuros, este estudo analisou a taxa de sobrevivência de rãs-touro (Lithobates catesbeianus), quando desafiada com três doses de uma cepa brasileira do Frog virus 3 (FV3). A análise de qPCR indicou baixa taxa de infectividade nesses animais, tanto como larvas quanto como adultos. Procurando esclarecer os resultados, chegamos à seguinte hipótese: 1) A quantidade de inóculo usada nas rãs era insuficiente para desencadear uma infecção; 2) Para que o FV3 dê sinais clínicos nesta espécie, é necessário um cofator; 3) Os animais sofreram infecção por FV3, mas se recuperaram no decorrer do experimento, e 4) O inóculo utilizado pode ter sido de baixa virulência. Finalmente, discutimos a presença de sinais clínicos reais de ranavírus e sugerimos qual hipótese é mais provável (AU)

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