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Incidência de mortalidade e hospitalização por acidente vascular cerebral em adultos jovens, residentes em regiões desenvolvidas do Brasil, no período de 2008 a 2018

Processo: 20/14606-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de fevereiro de 2021 - 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Pesquisador responsável:Luiz Carlos de Abreu
Beneficiário:Luiz Carlos de Abreu
Instituição-sede: Centro Universitário Saúde ABC. Fundação do ABC. Santo André , SP, Brasil

Resumo

Introdução / Objetivo: avaliar a tendência da incidência de internações e mortalidade por Acidente Vascular Cerebral hemorrágico e isquêmico em adultos jovens, de acordo com o gênero e as regiões desenvolvidas do Brasil.MétodoEntre 2008-2018, realizamos um estudo de séries temporais de base populacional utilizando dados oficiais de hospitalização e óbitos por Acidente Vascular Cerebral, em indivíduos de 10 a 49 anos, residentes do Sudeste e do Sul do Brasil. Os dados foram baseados em relatórios do Sistema Único de Saúde, Sistema de Informações Hospitalares e Sistema de Informações sobre Mortalidade. O AVC foi definido pela Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão (I60 - I63). Foi realizado um modelo de regressão de Prais-Winsten e calculado o Annual Percent Change.ResultadosNo total, foram registradas 78.123 internações de indivíduos de 10 a 49 anos, das quais 59.448 (76%) decorreram de Acidente Vascular Cerebral hemorrágico (AVCh). As internações por AVCh diminuíram significativamente (- 4,37%) entre homens e mulheres nas duas regiões. As hospitalizações por Acidente Vascular Cerebral isquêmico (AVCi) se mantiveram estacionárias, exceto entre 2011 e 2018, quando as taxas de hospitalização por AVCi aumentaram. Na análise por unidades da federação, as internações por AVCh diminuíram em todos os estados, exceto no Espírito Santo, onde permaneceram estacionárias (p> 0,05). As internações por AVCi se mantiveram estacionárias em todos os estados, exceto no Espírito Santo, onde aumentaram 24,93%. Em termos de mortalidade, foram registrados 28.625 óbitos, dos quais 26.548 (92,7%) decorreram do AVCh. A mortalidade por AVCh diminuiu significativamente em -3,48% e a mortalidade por AVCi em -3,84%. Reduções também ocorreram em todos os estados do Sudeste e Sul (p <0,05). A mortalidade por AVCi se manteve-se estacionária em todos os estados, exceto Minas Gerais, onde diminuiu -14,95%.Conclusão:Foi identificada queda nas internações e na mortalidade por AVCh e tendência estacionária por AVCi nas regiões desenvolvidas do Brasil. No período recente (2011-2018), foram encontradas taxas crescentes de internações por AVCi em ambas as regiões e gêneros. As taxas de mortalidade por AVCh e AVCi diminuíram entre 2008-2018 no Sudeste e Sul do Brasil para ambos os sexos. (AU)

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