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EMU concedido no processo 2019/13191-5: sistema de avaliação de fotossíntese (Infrared gas analyser-IRGA)

Resumo

Não há dúvida de que as mudanças climáticas antropogênicas, cada vez mais evidentes nos dias atuais, têm impacto importante na emergência de doenças de plantas cultivadas, particularmente nas ferrugens. O século XXI vem testemunhando pandemias de ferrugens em diversos hospedeiros, como soja, videira, mirtáceas, dentre outros. Os patógenos invasivos causadores de ferrugens vêm sendo responsáveis por elevados prejuízos nas culturas em que incidem, inclusive em áreas anteriormente indenes. Embora vários trabalhos sinalizem que as mudanças climáticas serão responsáveis pelo aumento da incidência das ferrugens, poucos estudos dedicaram-se a avaliar o impacto dessas mudanças na severidade dessas doenças. Uma complexa rede de interações moleculares controlam as respostas de plantas submetidas a estresses bióticos e abióticos, envolvendo mudanças na expressão gênica, que se refletem em mudanças histológicas e fisiológicas da planta. Estudos recentes revelaram que a resposta das plantas a uma combinação de diferentes estresses é única, não podendo ser diretamente extrapolada a partir do estudo individualizado de cada um dos diferentes estresses aplicados isoladamente. Resultados preliminares obtidos por nosso grupo de pesquisa mostraram que estresses abióticos de intensidade moderada, aplicados em videiras, podem ocasionar significativo aumento na severidade da ferrugem causada por Phakopsora euvitis. Também observou-se que a ferrugem da framboeseira causa necrose extensiva no limbo foliar de plantas mantidas sob temperaturas elevadas. A principal hipótese deste projeto é que estresses abióticos, principalmente temperaturas moderadamente elevadas e limitações hídricas moderadas, por períodos superiores à latência, provocam aumentos de diferente magnitude na severidade de ferrugens adaptadas ao clima tropical e de ferrugens adaptadas ao clima temperado, sendo mais drástica nestas do que naquelas. Para testar essa hipótese e (i) aumentar a compreensão dos mecanismos que levam ao efeito sinergístico entre estresses abióticos e bióticos (nos níveis histológico, fisiológico e genético); (ii) quantificar as consequências epidemiológicas dos estresses abióticos no progresso das ferrugens; e (iii) propor medidas que minimizem a severidade dessas doenças num futuro cenário de mudança climática, propõe-se uma série de experimentos que utilizarão como modelos de ferrugens temperadas os patossistemas Phakopsora euvitis - videira e Pucciniastrum americanum - framboeseira e como modelos de ferrugens adaptadas aos trópicos, Phakopsora pachyrhizi - soja e Austropuccinia psidii - goiabeira. (AU)

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