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Esterilização de tecido biológico com ozônio

Processo: 19/22907-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de novembro de 2020 - 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Biomédica - Engenharia Médica
Pesquisador responsável:Sílvia Móbille Awoyama
Beneficiário:Sílvia Móbille Awoyama
Empresa:Silvia Mobille Awoyama
CNAE: Atividades de serviços de complementação diagnóstica e terapêutica
Município: Pindamonhangaba
Pesq. associados: Carlos José de Lima ; Milene da Silva Melo ; Renato Amaro Zângaro ; Terezinha de Jesus Andreoli Pinto ; Túlia de Souza Botelho Almeida
Assunto(s):Instrumentação biomédica  Tecidos biológicos  Esterilização  Ozônio  Âmnio  Queimaduras  Ferimentos e lesões  Cicatrização 

Resumo

A membrana amniótica (MA) tem sido empregada em queimaduras e cicatrização de feridas (para reduzir a inflamação da superfície, cicatrizes e dores em aplicações cirúrgicas), e em cirurgias de superfície oral, maxilofacial e ocular. Sendo assim, a esterilização é um processo relevante para a sua aplicação como biomaterial. Justificativa: Atualmente, uma das principais técnicas disponível para este processo é a radiação gama, que na dosagem padrão para esterilização pode gerar mudanças morfológicas e estruturais na MA, particularmente em relação à desintegração da membrana basal, decomposição de fibras finas de colágeno, condensação da cromatina nuclear e levar a uma diminuição significativa dos fatores de crescimento. Neste sentido, é imperativo o desenvolvimento de novas tecnologias que visem esterilizar tecidos biológicos e envolvam menor riscos operacionais, redução de custos, sem contaminação do meio ambiente e sem induzir alterações significativas nos tecidos biológicos. O ozônio (O3) pode ser considerado o mais potente germicida natural que existe, sendo capaz de eliminar vírus, bactérias, protozoários e fungos com alta eficiência e rapidez, graças a sua atividade extremamente oxidante. Objetivos: Este trabalho tem como objetivo geral avaliar a eficácia e aplicabilidade do processo de esterilização de membrana amniótica humana, empregando-se um dispositivo constituído por um circuito hidrodinâmico fechado para a transferência de massa oxigênio medicinal-água e ozônio-água, a partir de um injetor Venturi. Metodologia: A membrana amniótica será coletado conforme determina as Normas Técnicas para o funcionamento dos bancos de sangue de cordão umbilical e placentário segundo a Resolução - RDC nº 190, de 18 de julho de 2003. O material será fracionado em partes medindo 5 cm2, estes serão contaminados experimentalmente com Staphylococcus aureus (106 UFC/mL), Escherichia coli (106 UFC/mL), Candida albicans (106 UFC/mL), Staphylococcus epidermidis (106 UFC/mL), esporos de Clostridium sporogenes (106 UFC/mL), endotoxinas e submetidos a análise microbiológica quantitativa e qualitativa, antes e após a aplicação do Ozônio. Além disso, será realizada análise histológica, microscopia eletrônica de varredura e de transmissão para verificar se as características morfológicas e ultraestruturais do tecido foram preservadas após o procedimento. Resultados esperados: Nas análises microbiológicas espera-se que o Ozônio promova a esterilização e apirogenicidade da MA. Em adição, acredita-se que o procedimento empregado não induza alterações morfológicas e ultraestruturais significativas no tecido avaliado. (AU)

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