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Desenvolvimento do produto inovador como adjuvante no tratamento de disfunções sexuais femininas utilizando extrato de jambu (Spilanthes acmella var oleracea)

Processo: 19/16427-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de setembro de 2020 - 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Valeria dos Santos Cozzolino Yugue
Beneficiário:Valeria dos Santos Cozzolino Yugue
Empresa:Yugue Assessores S/S Ltda
CNAE: Atividades profissionais, científicas e técnicas não especificadas anteriormente
Município: Cotia
Pesq. associados: Ricardo Toshio Yugue ; Sabrina Sayori Okada Matino
Assunto(s):Ginecologia  Disfunção sexual  Mulheres  Medicamentos fitoterápicos  Spilanthes oleracea 

Resumo

O jambu (Spilanthes acmella var oleracea) é nativo do Brasil e pertence à família Asteraceae. Essa espécie é particularmente rica em alquilamidas e N-isobutilamidas, sendo o espilantol considerado o responsável pelas atividades biológicas da espécie. Essa planta é bastante utilizada na culinária nortista do Brasil e também é utilizada tradicionalmente em algumas regiões do Brasil como poderoso afrodisíaco em casos de baixo desejo sexual. Estudos científicos mostraram que o jambu possui atividade vasorelaxante e foi capaz de inibir a produção de oxido nítrico (NO). Estas atividades podem ser úteis no tratamento da disfunção sexual, que é caracterizada pela alteração desde a manifestação instintiva até a ausência de resposta ao estímulo e alterações nas fases do desejo, excitação e orgasmo. Dentre as disfunções o transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH) é o problema de saúde sexual feminina mais prevalente, podendo atingir um terço das mulheres adultas. Durante o ato sexual o jambu contribuiria para a excitação, que é a fase do aumento de fluxo sanguíneo parassimpático para os genitais, que nas mulheres leva a ereção clitoriana e auxilia na formação do filme lubrificante vaginal. Isso ocorre devido ao envolvimento do oxido nítrico (NO), que leva ao relaxamento dos músculos lisos, facilitando a entrada de sangue na região genital. A ação do jambu foi estudada em ratas fêmeas e foi verificada a sua influência no ciclo estral de ratas sem alterar a foliculogênese. Em seres humanos em um estudo clínico randomizado duplo cego, cruzado e placebo controlado que confirmou o aumento do desejo e satisfação sexual em homens e um aumento do desejo e excitação sexual em mulheres com a utilização de um creme intimo contendo jambu durante as relações sexuais. É relatado baixa toxicidade para o jambu e não foi observado neurotoxidade em testes de memória, coordenação motora e locomoção, porém um efeito ansiogênico no teste de locomoção em ratos e camundongos foi observado (da Silva, 2013). O jambu é ainda considerado seguro (GRAS # 3783) pela FEMA e EFSA como aditivo alimentar. A via de aplicação do produto será tópica, com baixa permeação em mucosa (0,32% da dose inicial), assim, a segurança do produto será ainda maior em relação à sua utilização oral. Esse projeto tem por objetivo desenvolver um produto inovador que contenha um extrato padronizado de jambu como adjuvante no tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH). Para atingir este objetivo, a empresa proponente descreve suas estratégias e recursos que permitirão a execução do projeto, além de detalhar os processos, métodos e técnicas que serão empregados para que os resultados planejados sejam entregues. (AU)

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