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Reforma e crise política no Brasil - os conflitos de classe nos governos do PT

Resumo

Este livro examina o processo político brasileiro no período de 2003 a 2016, que foi o período dos governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e da crise política do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O autor sustenta que os conflitos partidários, ideológicos e institucionais que marcaram a política brasileira estavam vinculados aos conflitos distributivos de classe presentes na economia e na sociedade. O livro mostra que a política neo desenvolvimentista dos governos do PT, de intervenção do Estado para estimular o crescimento econômico e reduzir a pobreza, mas sem chegar a romper com o modelo capitalista neoliberal, representou prioritariamente os interesses da grande burguesia interna brasileira e se apoiou numa frente política ampla e heterogênea que abarcou a baixa classe média, a classe operária, o campesinato e os trabalhadores da massa marginal. A oposição a esses governos, encabeçada pelo PSDB e orientada pela plataforma neoliberal ortodoxa, é caracterizada no livro como representante do capital financeiro e produtivo internacional e da fração da burguesia brasileira integrada a esse capital. A base de apoio preferencial desses segmentos burgueses foi, acima de tudo, a camada superior da classe média. Quando em 2014 esse campo neoliberal ortodoxo iniciou sua ofensiva para restaurar a hegemonia política que perdera a partir de 2003, teve o seu sucesso facilitado pelas defecções que ocorreram na frente política que apoiava o governo. Os conflitos de classe intensificaram-se, originando embates institucionais e ideológicos que polarizaram, de modo incomum, a sociedade brasileira, abalando a democracia consagrada na Constituição de 1988. (AU)

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