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Efeito da anexina A1 e de seus peptídeos miméticos em modelos de resposta inflamatória in vitro (2D e 3D) e de toxicidade aguda in vivo

Resumo

A anexina A1 (AnxA1) é uma proteína de 37 kDa capaz de regular várias etapas celulares e moleculares da resposta inflamatória e está envolvida nos mecanismos endógenos que são ativados para obtenção de uma resolução adequada. Além disso, alguns peptídeos sintéticos derivados do domínio N-terminal da AnxA1 mimetizam a propriedade farmacológica da proteína total, especialmente sua atividade anti-inflamatória, ligando-se a uma classe específica de receptores transmembrana acoplados a proteína G, os receptores para peptídeos formilados (FPRs). Contudo, os mecanismos moleculares pelos quais essa proteína e seus peptídeos modulam as respostas celulares, particularmente nas doenças inflamatórias intestinais e na neuroinflamação, ainda não estão completamente determinados. Em relação às doenças gastrintestinais, muitos avanços recentes têm contribuído na compreensão de sua fisiopatologia, no entanto, modelos in vitro utilizando cultura de células como alternativa precisam ser melhorados, a fim de estudar novos alvos na inflamação e explorar novos tratamentos. Nesse contexto, as unidades organoides (UOs) são uma alternativa interessante, representando estruturas 3D auto-organizadas e auto-renováveis compostas de um aglomerado de diferentes células in vitro que se assemelham a seu órgão de origem em arquitetura e função. Essas UOs podem ser usadas para (i) compreender os mecanismos intrínsecos de reparação nos tecidos para tentar promover a regeneração saudável e reduzir as respostas patológicas de cicatrização de feridas; (ii) estudar alternativas para tratar doenças crônicas inflamatórias, ou (iii) como modelo de triagem para explorar terapias alternativas, reduzindo a necessidade de usar um maior número de animais. Ressaltamos também que a AnxA1, além de mediar a inflamação, está envolvida em importantes papeis fisiopatológicos incluindo proliferação celular e proteção contra o dano ao DNA, sugerindo um papel regulador no estresse oxidativo inerente à toxicidade induzida por agentes químicos ou inflamação. Desse modo, avaliaremos o papel da proteína AnxA1 e de seus peptídeos miméticos em modelos experimentais in vitro (2D e 3D) de inflamação e in vivo de toxicidade aguda. Assim, diferentes metodologias serão empregadas, tais como: análises histológicas, imunoistoquímica, imunofluorescência, Elisa, western blotting, lipidômica, eicosanômica, microscopia eletrônica, entre outras, que possibilitarão a compreensão dos mecanismos de ação dessa proteína e seus peptídeos, bem como suas possíveis aplicações terapêuticas. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SANCHES, JOSE MARCOS; ROSSATO, LUANA; LICE, IZABELLA; ALVES DE PILOTO FERNANDES, ANNA MARIA; BUENO DUARTE, GUSTAVO HENRIQUE; ROSINI SILVA, ALEX APARECIDO; PORCARI, ANDREIA DE MELO; CARVALHO, PATRICIA DE OLIVEIRA; GIL, CRISTIANE DAMAS. The role of annexin A1 in Candida albicans and Candida auris infections in murine neutrophils. Microbial Pathogenesis, v. 150, JAN 2021. Citações Web of Science: 0.
SANCHES, JOSE MARCOS; CORREIA-SILVA, REBECA D.; DUARTE, GUSTAVO H. B.; FERNANDES, ANNA MARIA A. P.; SANCHEZ-VINCES, SALVADOR; CARVALHO, PATRICIA O.; OLIANI, SONIA M.; BORTOLUCI, KARINA R.; MOREIRA, VANESSA; GIL, CRISTIANE D. Role of Annexin A1 in NLRP3 Inflammasome Activation in Murine Neutrophils. CELLS, v. 10, n. 1 JAN 2021. Citações Web of Science: 0.

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