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Dinâmica temporal da resposta inflamatória em anfíbios

Processo: 19/24950-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2020 - 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Fernando Ribeiro Gomes
Beneficiário:Fernando Ribeiro Gomes
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Sandra Marcia Muxel ; Stefanny Christie Monteiro Titon ; Vania Regina de Assis
Assunto(s):Corticosterona  Anura  Citocinas  Transcriptoma  Expressão gênica  Melatonina 

Resumo

Nas últimas décadas, têm se evidenciado um pronunciado declínio de diversas populações de anfíbios ao redor do globo. Este declínio encontra-se associado a múltiplas causas atuando de forma sinergística, destacando-se o aumento da prevalência e de surtos de doenças emergentes, a perda, fragmentação e desconexão de habitat, poluição ambiental e alterações climáticas em múltiplas escalas. Neste contexto de exposição dos anfíbios a múltiplos estressores e patógenos, torna-se premente um melhor entendimento dos processos endógenos de defesa neste grupo e de sua modulação por mediadores da resposta de estresse. Dentre estes mediadores, destacam-se os glicocorticoides e a melatonina, hormônios que exercem proeminente papel imunomodulador. O objetivo geral deste projeto é avaliar a dinâmica temporal das alterações em secreção de hormônios e expressão gênica de citocinas que participam da montagem e regulação da resposta inflamatória em resposta a um desafio imune em anuros. Nossa hipótese é a de que, ao longo de três fases sucessivas da dinâmica do processo inflamatório, deve ocorrer inicialmente um aumento da produção de citocinas pró-inflamatórias, ativação do eixo hipotálamo-hipófise-interrenais e inibição da secreção central de melatonina. A segunda fase deve ser caracterizada por um aumento da expressão de citocinas regulatórias. Por fim, a terceira fase deve-se caracterizar por redução da atividade do eixo hipotálamo-hipófise-interrenais, retomada da secreção central de melatonina e redução da expressão de citocinas pró-inflamatórias e regulatórias. Para testar esta hipótese, serão realizados desafios imunológicos com lipopolissacarídeo (LPS), mimetizando uma infecção bacteriana em sapos (Rhinella diptycha) e rãs-touro (Rana catesbeiana). Será acompanhada a dinâmica de secreção de hormônios (corticosterona e melatonina) na circulação, expressão de enzimas da via de produção de melatonina no cérebro e nos olhos, e a produção de diferentes citocinas no baço em resposta a este desafio imunológico, utilizando sequenciamento RNAseq para análise do transcriptoma e identificação dos genes diferencialmente expressos em resposta ao LPS. (AU)

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