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Decifrando as respostas de termorregulação em ovinos: caracterização genômica da versatilidade fisiológica

Processo: 19/12604-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2020 - 31 de março de 2022
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Ecologia dos Animais Domésticos e Etologia
Pesquisador responsável:Cristiane Gonçalves Titto
Beneficiário:Cristiane Gonçalves Titto
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Pesq. associados:Alessandra Fernandes Rosa ; Alfredo Manuel Franco Pereira ; Evaldo Antonio Lencioni Titto ; Gerson Barreto Mourão ; Heidge Fukumasu ; Lina Fernanda Pulido Rodriguez ; Mirele Daiana Poleti ; Raluca Mateescu
Assunto(s):Biometeorologia  Metabolismo  Análise de sequência de RNA  Estresse térmico 

Resumo

Os efeitos das alterações climáticas são controversos. A incerteza das alterações climáticas e como estas mudanças terão impacto na produção animal em escala global compõem um tema em grande parte desconhecido. Existe muito conhecimento sobre efeitos do estresse térmico por calor na saúde, reprodução e desempenho. Todavia, são escassos os estudos acerca da adaptação dos animais a eventos meteorológicos extremos ou a mudanças climáticas mais rápidas. Assim, ao conceito de "animal adaptado" deve enfatizar-se a versatilidade fisiológica. O estudo se alicerça na hipótese de que um animal com maior versatilidade fisiológica tem vantagens comparativas perante irregularidades climáticas e que isso ainda proporciona um aumento da tolerância ambiental, designadamente ao calor. O objetivo geral do estudo é a identificação de diferenças fisiológicas e metabólicas entre ovinos mais e menos tolerantes ao calor, por meio da caracterização das alterações morfológicas, endócrinas e moleculares decorrentes dos processos de aclimatação. Serão utilizadas 80 ovelhas da raça Santa Inês de cor preta, com idade e peso semelhante. A realização do estudo será no verão com animais oriundos de pastagens com acesso à sombra. Os animais serão mantidos por 7 dias em câmara climática com temperatura variando de 24 a 36 °C, sendo o ciclo de calor iniciando às 10 horas e finalizando às 16 horas com manutenção de 24 °C das 16h às 10 horas, após 2 dias de adaptação à temperatura ambiente. Serão estudadas as vias de termólise evaporativa e os ciclos circadianos dos armazenamentos de calor para definir os 12 animais mais tolerantes ao calor e os 12 animais menos tolerantes ao calor. Nestes 24 animais serão avaliadas as concentrações dos hormônios da tireoide, cortisol e insulina. Serão colhidas amostras de pele para exame histológico, de forma a avaliar a estrutura e a morfologia das glândulas sudoríparas e o grau de vascularização após estresse prolongado. Os 24 animais terão a biópsia de pele e a amostra de sangue (horário das 12h) utilizadas para análises de sequenciamento de RNA para avaliar a expressão gênica de possíveis genes envolvidos na tolerância ao calor. Futuramente, essas características estudadas serão utilizadas para selecionar animais mais e menos tolerantes ao estresse térmico. (AU)

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