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Entre a nação e a contra-revolução: circulação e tradução do anticomunismo no Brasil, Chile e Paraguai (1959-1979)

Resumo

Este projeto tem por objetivo desenvolver uma pesquisa comparada acerca da difusão do discurso anticomunista na América Latina, valendo-se da chave teórico-metodológica proporcionada pelas categorias de circulação internacional e tradução das ideias. Parto da hipótese de que o anticomunismo teria sido traduzido para os contextos latino-americanos vinculando-se a variantes conservadoras do nacionalismo, que buscariam reforçar as hierarquias tradicionais, em um momento histórico caracterizado pela pressão popular por uma maior participação política, cumprindo, portanto, a função de uma fronteira de demarcação dos limites da "comunidade imaginada" nacional em relação a um "outro" a ser dela excluída. Daí que o termo "comunismo" poderia se aplicar a um conjunto amplo de forças políticas, para além dos Partidos Comunistas (PCs) propriamente ditos. A escolha dos casos a serem comparados obedeceu a dois critérios: centralidade do anticomunismo na legitimação dos respectivos regimes autoritários e a força variável dos PCs locais, optando pelos casos do Brasil, Chile e Paraguai. Escolhi trabalhar com três órgãos de imprensa orientados à direita, durante períodos semelhantes: a revista brasileira Ação Democrática (1959-1963), a chilena Portada (1969-1973) e o diário paraguaio Pátria (1975-1979). Por meio da análise do conteúdo destas publicações buscarei mapear os diferentes significados e usos locais do anticomunismo. Dessa maneira, pretendo contribuir para a compreensão do modo pelo qual um discurso ideológico internacional foi incorporado a diferentes tradições conservadoras nacionais. (AU)

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