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Temporal binding na percepção de intervalos e eventos temporais: bases psicológicas e neurais comuns?

Resumo

O tempo é um determinante central de nossa interação com o meio ambiente. Ele permite que os organismos acompanhem o que está acontecendo no mundo ao seu redor e também a eles. Nossa capacidade de processar o tempo é multifacetada: por um lado, podemos rastrear o tempo de ocorrência de um evento em relação a outro; podemos julgar, por exemplo, se um relâmpago precedeu ou seguiu o trovão, ou se o elevador chegou antes ou depois de pressionarmos o botão de chamada. Por outro lado, também podemos acompanhar os intervalos temporais; registramos o tempo decorrido entre raio e trovão e usamos isso para estimar se uma tempestade está próxima ou distante, e desistimos de esperar pelo elevador se ele não chegar depois de um tempo específico após pressionar o botão. Não obstante a importância do processamento temporal para a vida cotidiana, a compreensão científica atual de como nossos cérebros controlam o tempo é relativamente pobre. Por exemplo, não está claro se mecanismos semelhantes participam do julgamento quando versus por quanto tempo algo aconteceu. Neste projeto, investigaremos até que ponto utilizamos mecanismos semelhantes para rastrear intervalos e ocorrências de eventos. Usaremos uma ilusão chamada temporal binding, na qual dois eventos causais são percebidos temporariamente atraídos um pelo outro. Em diferentes tarefas que medirão a percepção de intervalo e de eventos, mediremos a magnitude dessa ilusão. Os resultados revelarão se esses diferentes tipos de percepção temporal envolvem um único mecanismo ou se o desempenho depende de mecanismos dependentes de tarefas. (AU)

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