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Recuperação de áreas degradadas da Área de Proteção Ambiental de Uso Sustentável no Timburi, município de Presidente Prudente - SP

Resumo

O território do Pontal do Paranapanema (SP) passou ao longo de sua história por intensos processos de desmatamento, substituindo áreas nativas de Floresta Estacional Semidecidual (Bioma Mata Atlântica) e de cerrados, por pastagens e cultivos agrícolas, causando diferentes formas de degradação ambiental em vários compartimentos de relevo. Este processo histórico é decorrente de uma série de políticas de âmbito público e privado, cujo objetivo era a ocupação do território do Pontal do Paranapanema. Um dos principais resultados desta ocupação, sem planejamento adequado são os graves problemas de erosão (laminar e linear) em solos com predomínio de classe texturas arenosas (Latossolos, Argissolos e Neossolos Litólicos), oriundo dos arenitos da Formação Adamantina, do Grupo Bauru, resultando em sulcamentos, ravinamentos, voçorocamente, destruição de nascentes, assoreamento de inúmeros córregos, etc. Desta forma, o presente projeto tem por objetivo empregar técnicas de bioengenharia, a fim de implantar metodologias alternativas de controle das erosões lineares, com o uso de barramentos elaborados com bambus e sacarias de juta (EMBRAPA, 1997), em virtude de seu baixo custo e facilidade de implementação em áreas de nascentes degradadas, localizadas na APA (Área de Proteção Ambiental e Uso Sustentável no Timburi), no município de Presidente Prudente-SP. Serão identificados e localizados os focos erosivos (sulcos, ravinas e voçorocas), analisando a dinâmica dos processos erosivos, bem como a caracterização dos aspectos pluviométrica (erosividade da chuva e erodibilidade do solo), a fim de estudar metodologias e consequentemente, aplicar técnicas de recuperação em áreas degradadas por erosão. Para isto realizar-se-á trabalhos de campo, de gabinete e de laboratório, a fim de identificar os aspectos da história de ocupação do território, da cobertura vegetal nativa e atual, do uso da terra, da morfologia do relevo, do embasamento geológico, dos tipos de solos e das condições climáticas. Neste sentido, o trabalho que será realizado em parceria com os proprietários rurais, deve estimular os mesmos a desenvolver mecanismos de compartilhamento de suas práticas e experiências com seus vizinhos, possibilitando o desenvolvimento de políticas territoriais sustentáveis, que valorizem o social e o ambiente de forma indissociável. (AU)

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