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Padrões de Qualidade do Ar e Eventos Extremos de Ozônio na Megacidade de São Paulo

Resumo

Eventos Extremos de Ozônio na América do Sul podem ser causados pela mudança climática, a partir do aumento da temperatura e condições de seca, levando à exposição de populações vulneráveis. Os Padrões de Qualidade do Ar e Níveis de Atenção vigentes no estado de São Paulo, Brasil, são 40% e 25% mais altos, respectivamente, do que os limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Um evento extremo de ozônio foi simulado na megacidade de São Paulo usando o modelo WRF/Chem durante um evento extremo caracterizado por anomalias positivas de temperatura do ar e radiação solar. Os resultados foram avaliados usando os diferentes limites de qualidade do ar do estado de São Paulo e da OMS, juntamente com dados de vulnerabilidade socioeconômica provenientes do censo e uma análise de custo para o sistema público de saúde decorrente deste evento extremo. Mais de três milhões de pessoas em condições de vulnerabilidade, tais como baixa renda e famílias com porcentagem acima da média de crianças, vivem em áreas onde as concentrações de ozônio simuladas excederam os Níveis de Atenção da OMS durante o episódio, o que foi ignorado pela permissiva legislação ambiental atual do estado de São Paulo. Os padrões de qualidade do ar da OMS devem ser adotados urgentemente nas nações em desenvolvimento, para se prover uma base mais confiável para análises de custo de exposição da população, particularmente para os grupos populacionais mais vulneráveis. (AU)

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