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Avaliação do ensaio LN34 Pan-Lyssavirus de RT-PCR em tempo real para detecção de diferentes variantes ou linhagens genéticas do vírus da raiva (RABV) brasileiras

Resumo

A raiva é uma encefalite viral aguda progressiva caracterizada por uma desordem no sistema nervoso central, que acomete todos os mamíferos, incluindo a espécie humana. A imunofluorescência direta (IFD) é considerada padrão ouro para o diagnóstico post mortem da raiva, tanto pela OMS, quanto pela OIE, uma vez que apresenta alta sensibilidade e especificidade. Porém, algumas dificuldades podem diminuir a acurácia dos resultados, tais como o estado avançado de autólise e baixa carga viral nas amostras de SNC, qualidade dos insumos laboratoriais e até mesmo a experiência de profissionais para a leitura das lâminas. As decisões médicas na profilaxia pós-exposição da raiva a um agravo por animal e a adoção de medidas de controle de um foco positivo é dependente do resultado laboratorial. Uma vez que a raiva apresenta alta letalidade (próxima de 100%), é necessário a implementação de técnicas confirmatórias à IFD que sejam sensíveis, específicas, rápidas e acuradas, para que os resultados sejam sempre fidedignos. O teste LN34 de RT-qPCR, uma combinação de primers degenerados e múltiplos com sonda LNA (locked nucleic acid), é um forte candidato para o diagnóstico da raiva por conta da alta sensibilidade e especificidade, e facilidade em detectar a diversidade de espécies presente no gênero Lyssavirus. Essa técnica amplifica e detecta a região do início da porção 3' do genoma, composto pela sequência do leader e parte do gene da nucleoproteína, que é conservado nas diferentes espécies de Lyssavirus. Portanto, esse estudo visa a efetivação de uma técnica para diagnóstico post mortem da raiva no Instituto Pasteur como teste confirmatório à IFD que seja altamente sensível e específica que apresente robustez, rapidez e de fácil manipulação, a partir da avaliação do ensaio LN34 Pan-Lyssavirus de RT-qPCR utilizando amostras brasileiras de diferentes variantes ou linhagens genéticas do RABV. Com intuito de analisar o desempenho do ensaio LN34 no diagnóstico post-mortem, serão testadas 300 amostras clínicas (150 positivas para IFD) provenientes do sistema de vigilância de raiva animal do Instituto Pasteur. (AU)

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