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Jean-Jacques Villard e a recepção de Guimarães Rosa na França dos anos 1960

Resumo

Os anos 1960 na França viram a tradução de obras de literatura brasileira declinar com relação ao período do imediato pós-guerra (Riaudel, 2018). Um autor, contudo, recebe atenção particular de editores e críticos franceses: Guimarães Rosa. No Brasil, o escritor provocara comoção com o lançamento de Sagarana, em 1946, e de Corpo de baile e Grande sertão: veredas, em 1956, o que fez com que o seu nome logo chegasse aos círculos literários estrangeiros. Tradutores e editores dos Estados Unidos, França, Itália, Alemanha, Portugal, Espanha, Hungria, Tchecoslováquia, Países baixos, escrevem-lhe, desejosos de publicar novelas e contos isolados ou livros inteiros. Entretanto, a história da publicação e recepção dessas obras em cada país é peculiar, em razão dos múltiplos fatores implicados nesse processo: momento histórico e político, relações culturais entre os países envolvidos, projetos editoriais, horizonte literário e expectativas da crítica com relação à literatura brasileira. Esse processo se efetiva por meio de uma rede de pessoas que intermedeiam a relação entre o autor e a obra e o seu leitor final: críticos, pareceristas editoriais, editores, agente literários, escritores, professores, jornalistas e, naturalmente, tradutores.Estes últimos são intermediários de especial importância, pois é através de sua reescrita que uma obra pode expandir-se para outra língua. Este trabalho pretende focalizar-se naquele que foi o principal tradutor de Guimarães Rosa para a língua francesa nos anos 1960, Jean-Jacques Villard. Buscaremos elementos que possam contribuir para restabelecer sua biografia e situá-lo no horizonte literário de sua época. (AU)

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