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Mulheres em um mundo de homens: a representação feminina em Narcos e El Chapo

Processo: 18/09435-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2018 - 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Cinema
Pesquisador responsável:Marina Soler Jorge
Beneficiário:Marina Soler Jorge
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Feminismo  Séries  Tráfico de drogas 

Resumo

A pesquisa exposta neste projeto tem como objetivo analisar duas narco-séries produzidas pela Netflix, lançadas com poucos anos de diferença, e que tem como tema a trajetória dois dos narcotraficantes mais conhecidos tanto no mundo político-policial quanto na cultura de massas: Narcos, que aborda Pablo Escobar e os irmãos Rodríguez Orejuela, colombianos, e El Chapo, que se concentra na vida de Joaquín Guzmán Loera, mexicano. No entanto, ainda que as séries tenham como protagonistas personagens masculinos, não nos concentraremos em Pablo Escobar, Joaquín Loera, nem nos agentes da lei que o perseguem, como os agentes Murphy e Peña. O que torna nossa perspectiva original em relação ao tema das narco-séries é que queremos analisar a imagem da mulher neste mundo dominado pela figura masculina e por tudo que remete ao falo, como as armas, as drogas, a Lei, o Estado e a violência. Filmes e séries que abordam gangues, máfias e narco-traficantes concentram-se usualmente em personagens masculinos, e os femininos que os rodeiam são construídos como fazendo parte do sistema de dominação daqueles, seja como esposas compreensivas, mulheres-troféu e mães cujo amor pelos filhos criminosos é incondicional. Nosso objeto de estudo aqui, portanto, é a representação da Mulher latino-americana em duas narco-séries escolhidas tanto pela proximidade do tema, pela proximidade histórica (estão sendo produzidas e lançadas quase simultaneamente), pela proximidade estética e também pelo fato de que, em ambas, os personagens femininos não tem grande protagonismo. A representação feminina no universo do narcotráfico é um tema atual e relevante, na medida em que a narcocultura se torna popular não apenas em seu ambiente de origem mas também na cultura de massas mundializada. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MARINA SOLER JORGE. Narcocultura visual e feminismo liberal: um estudo de caso. Estud. hist. (Rio J.), v. 34, n. 72, p. 148-168, Abr. 2021.

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