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Vesicostomia e pielostomia fetal robótica assistida: estudo piloto

Processo: 06/01899-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Novas Fronteiras
Vigência (Início): 01 de agosto de 2006
Vigência (Término): 31 de agosto de 2007
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Carlo Camargo Passerotti
Beneficiário:Carlo Camargo Passerotti
Anfitrião: Alan Retik
Instituição-sede: Pessoa Física
Local de pesquisa : Harvard University, Cambridge, Estados Unidos  
Assunto(s):Urologia

Resumo

A uropatia congenital obstrutiva é uma mal-formação comum e afeta aproximadamente 1:1000 fetos humanos. A obstrução pode apresentar-se em qualquer nível do trato urinário, sendo os mais comuns a junção uretero-pélvica e a uretra posterior. A obstrução pode ter graves consequências para o rim, produzindo mudancas características no parênquima renal, conhecidas em âmbito geral, como uropatia obstrutiva. Em fetos com obstruções severas, a mortalidade pode chegar a 95%, primariamente por falência respiratória. Dos fetos que sobrevivem, aproximadamente 40% terão insuficiência renal. Devido aos péssimos resultados tem sido propostas intervenções in útero, na tentativa de preservar função renal e restabelecer os níveis de liquido aminiotico para permitir o desenvolvimento pulmonar. Alguns métodos já foram testados para descompressão do trato urinário, como vesicostomia através de técnica aberta, colocação de shunts percutaneamente na bexiga, mas o primeiro demonstrou alta taxa de morte fetal e materna e o segundo, apesar da menor morbi-mortalidade materno-fetal, apresentou problemas como obstrução, deslocamento, além da dificuldade de colocação. Quando utilizado em procedimentos laparoscópicos, os robôs permitem maior eficiência e uma manipulação cirúrgica mais precisa, comparada com a técnica laparoscópica convencional. O sistema robótico possui um diminuição do tremor, rotação de 270 graus nas junções dos instrumentos. Ainda proporciona visão de alta resolução, com aumento de 10 vezes e em três dimensões em movimentos escalonados. Estas vantagens permitem portanto, melhor disseccao, manipulação e sutura tecidual. Em nosso conhecimento, não existe nenhum artigo ou relato na literatura medica utilizando o sistema robótico em acessos minimamente invasivos para cirurgia fetal. Testar aparelho conhecido como minimamente invasivos para realização de uma cirurgia urinaria descompressiva fetal transuterina. Dez fetos de ovelhas com 95 dias de gestação gemelar serão submetidos a procedimento robótico para criação de obstrução urinaria. A partir daí, serão criados 2 grupos, onde após 48 horas do primeiro procedimento serão submetidos a nova intervenção. Utilizando cirurgia robótica, um grupo será submetido a descompressão ao nível da bexiga, vesicostomia robótica, e outros 5 fetos terão a descompressão no trato urinário alto, ou seja, será realizado uma pielostomia robótica. O grupo controle será o outro feto na mesma gestação, que não será manipulado cirurgicamente. Esses fetos, após os dois procedimentos cirúrgicos, serão mantidos vivos ate o termino da gestação, ou seja, com 140 dias. Apesar da cirurgia minimamente invasiva, no dia prévio ao nascimento, 139 dias de gestação, as ovelhas serão submetidas a cirurgia cesárea para evitar riscos materno-fetais do trabalho de parto vaginal, devido as cicatrizes cirúrgicas nesses úteros. A definição do sucesso cirúrgico será a presença de vesicostomia/pielostomia patente após o nascimento. A função renal também sera avaliada por meio de marcadores séricos e também um estudo histológico dos rins. (AU)