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Feminismo e crítica ao consumo no documentário argentino El Mundo de La Mujer (1972), de Maria Luisa Bemberg

Processo: 20/02022-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2020
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:Mariana Martins Villaça
Beneficiário:Juliana dos Santos Azevedo
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Cinema   Feminismo   Consumo   Documentação audiovisual   Documentário cinematográfico   Bibliografias

Resumo

O objeto desta pesquisa é o curta-metragem documental El Mundo de La Mujer (15'), dirigido pela cineasta María Luisa Bemberg e lançado no ano de 1972 na Argentina. Gravado integralmente nas dependências da feira La Mujer y Su Mundo, ocorrida em Buenos Aires, o filme apresenta, por meio de uma narração irônica, diversos aspectos do evento, como a intensa propaganda voltada especialmente ao gosto e atributos "femininos", e a reação do público - mulheres, homens e crianças - aos stands, às modelos e suas performances e também aos produtos expostos. Objetiva-se aqui, portanto, a realização de uma análise histórica do referido filme e, por meio desta, o estabelecimento de uma interpretação referente às suas características estéticas e políticas, considerando as possíveis conexões como documentarismo vigente no cinema nacional - marcado pela produção do Grupo Cine Liberación - e no Nuevo Cine Latino americano. De forma mais ampla, analisaremos o filme e suas ligações com o contexto em que foi produzido: o período ditatorial conhecido como "Revolução Argentina" (1966-1973), mais especificamente o governo do general Agustín Lanusse, iniciado em 1971, caracterizado pelo acirramento da oposição por parte dos movimentos peronistas. Além disso, pretende-se ainda a efetivação de uma leitura desse documento audiovisual com foco na relação entre gênero e consumo no momento aborda dona obra, em que vigorava certa rejeição a ícones do imperialismo norte-americano, estabelecendo-se assim um diálogo com a bibliografia sobre o tema.