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Alterações da expressão gênica de citocinas em sapos do gênero Rhinella submetidos a desafio imunológico com lipopolissacarídeo (LPS)

Processo: 20/00370-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de julho de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Fernando Ribeiro Gomes
Beneficiário:Felipe Rangel Floreste
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/16320-7 - Impactos das mudanças climáticas e ambientais sobre a fauna: uma abordagem integrativa, AP.PFPMCG.TEM
Assunto(s):Endocrinologia   Imunologia   Melatonina   Corticosterona   Resposta imune   RNA   Anfíbios

Resumo

Nas últimas décadas, populações de anfíbios ao redor do mundo têm experimentado um agravado declínio. Dentre as prováveis causas podemos destacar mudanças climáticas, poluição, fragmentação de habitat e introdução de espécies. Essas alterações podem ser percebidas como estressores crônicos, fragilizar a função imunológica e potencializar a exposição aos patógenos, levando a maiores taxas de mortalidade. O contato dos anfíbios com essa instabilidade ambiental pode levar a um aumento da secreção de hormônios glicocorticoides. O aumento desses hormônios na circulação pode interferir com os níveis circulantes de outros hormônios, como por exemplo, reduzindo as concentrações plasmáticas de testosterona e melatonina, além de apresentar um efeito imunomodulador complexo, conforme o padrão temporal de ativação do eixo hipotálamo-hipófise-inter-renais. Dentro desse contexto, torna-se fundamental um melhor entendimento dos processos endógenos da imunidade nos anfíbios e da modulação dos glicocorticoides sobre suas funções imunes. O objetivo geral deste projeto é avaliar a dinâmica temporal dos hormônios corticosterona, testosterona e melatonina plasmáticos e a expressão de citocinas que montam e regulam a resposta inflamatória frente a um desafio imunológico em anuros. Para isso, utilizamos lipopolissacarídeo (LPS) para mimetizar uma infecção bacteriana em sapos da espécie Rhinella diptycha, e acompanharemos a expressão de citocinas no baço e concentração de corticosterona, testosterona e melatonina no plasma sanguíneo. Até o momento, já obtivemos resultados preliminares que demonstram um complexo padrão temporal de variação de concentrações plasmáticas de corticosterona, testosterona e melatonina, bem como dos parâmetros imunitários em resposta ao LPS. Da mesma forma, esperamos observar um padrão temporal na expressão de citocinas, com maior expressão das citocinas pró-inflamatórias nos primeiros horários após a injeção, decaindo à medida que a expressão de citocinas regulatórias e anti-inflamatórias se acentua nos últimos horários, com a resolução do processo inflamatório. (AU)