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Análise da glicosilação N-aberrante de TIMP1 e seu papel na progressão do melanoma

Processo: 20/01211-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2020
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Miriam Galvonas Jasiulionis
Beneficiário:Beatriz Laís Justo Saraiva
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia celular   Melanoma   Progressão da doença   Matriz extracelular   Transdução de sinais   Glicosilação   Linhagem celular   Anoikis

Resumo

O câncer de pele é muito frequente no Brasil, correspondendo a cerca de um terço de todos os casos de neoplasias malignas registradas no país. Um dos tipos de câncer de pele é o melanoma, que, embora represente apenas 3% dos tumores malignos que ocorrem neste órgão, é o tipo de câncer de pele mais grave devido a sua alta capacidade de metastatizar e, como consequência, apresenta elevado poder de letalidade. O melanoma tem origem a partir da transformação maligna de melanócitos, células localizadas na camada basal da epiderme e responsáveis pela síntese da melanina. Acredita-se que a progressão de um melanócito sadio para um melanócito pré-maligno ocorre quando estes melanócitos perdem a capacidade de interação com os queratinócitos, e com moléculas da matriz extracelular. Esta característica de sobrevivência independente de interações célula-célula e interações célula-matriz extracelular dá a estas células o poder de formar metástases. Em nosso laboratório, utilizamos linhagens celulares adquiridas a partir da transformação maligna de melanócitos induzida por bloqueios sequenciais de interações célula-célula e célula-matriz extracelular. Linhagens celulares que correspondem a diferentes etapas da progressão do melanoma foram obtidas ao submeter uma linhagem de melanócitos não tumorigênicos (melan-a) a ciclos sequenciais de impedimento de adesão. Um estudo realizado em nosso laboratório mostrou aumento da expressão de TIMP1 ao longo da transformação maligna de melanócitos. Assim, foi demonstrado que níveis elevados de TIMP1, em nosso modelo, conferem resistência à morte celular e favorecem a ocorrência de metástases. Após estudos da importância de TIMP1 na progressão do melanoma, foi demonstrado que TIMP1 forma, junto com CD63 e com ²1-integrinas, um complexo supramolecular inserido na membrana celular, conforme a progressão avança. Esse complexo foi observado atuando na ativação de vias de sinalização intracelular de sobrevivência e resistência, com a participação de PDK1 e AKT, que protegem as células do anoikis. Além disso, estudos mostram que tanto TIMP1 como CD63 e ²1-integrinas podem apresentar glicosilação N-aberrante em tumores, como o câncer de cólon humano. Desse modo, este projeto tem como finalidade analisar a presença da glicosilação N-aberrante em TIMP1 nas linhagens celulares que representam o modelo de progressão do melanoma e entender como essa N-glicosilação aberrante interfere nos papéis que TIMP1 exerce na progressão, sobrevivência e resistência aos anoikis do melanoma. (AU)